Estas fotos de Júpiter foram tiradas num intervalo de duas horas pelo Telescópio no Infra-Vermelho do Havaí, em 1994.
Nesse comprimento de onda ficam muito mais visíveis os anéis, as bandas de nuvens e as estruturas esféricas da atmosfera de Júpiter.
Na seqüência superior, na foto do meio, podemos ver o satélite Metis imerso nos anéis, no lado direito do planeta. Ainda na seqüência superior, mas agora na foto da direita Amaltéia, aparece como um ponto brilhante à esquerda do planeta.. ( J. Rayner - U. Hawaii, NSFCAM, IRTF, NASA)

 

Os anéis de Júpiter, descobertos pela espaçonave Voyager 1 em 1980 e reobservados pela Voyager 2, são finos, estreitos e fracos. Eles são compostos por partículas de poeira com diâmetros da ordem de 10 micrometros e não contém gelo, como ocorre nos anéis de Saturno.
O material dos anéis é muito escuro, com um albedo de 0,05, refletindo dessa forma muito pouca luz solar. A poeira dos anéis é originária do choque de micrometeoros com as luas internas de Júpiter: Metis, Adrastéia, Amaltéia e Tebe. A vida das partículas que fazem parte dos anéis é muito curta, sendo contínuamente substituidas.
Foi possível identificar a existência de quatro estruturas no anel: Halo, Principal, Gossamer Interno e Gossamer Externo.


Esta foto dos anéis de Júpiter foi tirada pela espaçonave Galileo em 1996. (NASA)

 

Halo - É um anel muito fraco, com formato ovalado, que circunda o planeta a partir de 100.000 km do centro de Júpiter. Ele se estende por cerca de 22.800 km e tem uma espessura de 20.000 km. O final do anel Halo se mistura com o início do anel Principal.
Principal - Este anel se estende por 6.330 km, iniciando a 122.800 km do centro do planeta e terminando abruptamente a 129.130 km. Sua espessura é de menos de 30 km. As pequenas luas Adastréia e Metis tem suas órbitas dentro deste anel e são, povávelmente, a fonte do material deste anel.
Gossamer - É um anel extremamente fraco e extenso. Ele se divide em dois anéis, o Interno e o Externo, que estão parcialmente sobrepostos. É composto por partículas muito pequenas, provávelmente originárias das luas Amaltéia e Tebe. Esse anel tem início a 128.940 km do centro de Júpiter e se estende até a órbita de Almatéia.

 
Os anéis de Júpiter foram descobertos pela espaçonave Voyager 1 em março de 1979. Esta foto foi tirada pela Voyager 2 e colorida artificialmente. (Calvin J. Hamilton)
 
Esta foto colorida artificialmente foi enviada pela nave Voyager 2 e nos mostra os anéis de Júpiter. Eles são formados por partículas de pequenas dimensões e se assemelham a uma nuvem de poeira em torno do planeta. (NASA-Voyager)
A espaçonave Galileo tirou estas foto dos anéis de Júpiter, em novembro de 1996, quando executava sua terceira órbita em torno do planeta e o Sol se posicionava exatamente atrás de Júpiter. Nessa ocasião a espaçonave se encontrava a 2.300.000 km do planeta. (NASA-Galileo)

 

Esta página foi revista e atualizada em agosto de 2004.

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