Esta foto de Urano, tirada pelo HST no dia 14 de agosto de 1994, quando o planeta se encontrava a 2,8 bilhões de quilômetros, nos mostra claramente os aneis que circundam o planeta, bem como as suas nuvens brilhantes. Muito embora esses anéis tivessem sido descobertos em 1977, através de observações de ocultações de estralas por Urano, eles não tinham sido vistos por telescópios situados na Terra. Em baixo, à esquerda vemos os satélites Cressida, Julieta e Porcia. (Kenneth Seidelmann, U.S. Naval Observatory, NASA)

 

Os anéis de Urano foram descobertos em 1977 pelo astrônomo James L. Elliot (1943- ) Edward W. Dunham, and Douglas J. Mink. A descoberta foi feita indiretamente quando ele observava a luz proveniente de uma estrela que estava sendo ocultada pelo planeta, utilizando o Kuiper Airborne Observatory . A descoberta foi feita sem querer pois os cientistas pretendiam utilizar a ocultação de uma estrela por Urano para estudar a atmosfera do planeta. Antes da estrela ser ocultada a luz proveniente dela apresentou cinco variações sucessivas na sua intensidade, o que evidenciava a presença de matéria na forma de anéis, em torno do planeta. Eles concluiram que deveria haver um sistema composto por cinco anéis ao redor do planeta, os quais foram chamados de Alfa, Beta, Gama, Delta e Epsilon.

Só em 1986, com a passagem da Voyager 2 pelas proximidades do planeta é que eles foram fotografados, bem como outros foram descobertos. São nove os anéis de Urano conhecidos: 4, 5, 6, Alfa, Beta, Eta, Gama, Delta e Epsilon.

Como mostra a figura acima, apenas em 1994, utilizando-se o Telescópio Espacial Hubble (HST) os anéis puderam ser observados na luz visível a partir da Terra.

Os anéis, cuja composição é de material muito escuro, não são observáveis por simples telescópios situados na Terra.

Na parte de generalidades de Urano mostramos uma foto de Urano tirada da superfície da Terra pelo novo telescópio Subaru, no infra vermelho, onde podemos ver os anéis.

Os anéis de Urano são muito diferentes dos de Júpiter e Saturno. O mais externo, o Epsilon, é composto de pedras de até um metro de diâmetro. Uma fina distribuição de poeira parece estar espalhada por toda a extensão do sistema de anéis. Parece também haver um grande número de anéis estreitos, de anéis incompletos ou arcos de anéis, com até menos de 50 metros de tamanho. Individualmente as partículas refletem muito pouco a luz solar. Um dos anéis, o Epsilon, é acinzentado. Os satélites Cordélia e Ofélia atuam como pastores do anel Epsilon. É provável que existam mais satélites, a serem descobertos, cujas órbitas estão situadas dentro dos anéis de Urano.

 

 

Esta fantástica imagem enviada pela Voyager 2 nos mostra a distribuição contínua de pequenas partículas no sistema de anéis de Urano. A espaçonave tirou esta imagem enquanto se encontrava no cone de sombra de Urano, a uma distância de 236.000 km. (Calvin J. Hamilton)

 

Esta imagem dos anéis de Urano tirada pela Voya-ger 2 é única pois mostra as bandas de poeira não mostradas em nenhuma outra imagem. A cor é artificial, pois a verdadeira cor dos anéis é cinza. O material que o compõe os anéis é tão preto quanto o carvão. (A. Tayfun Oner, Calvin J. Hamilton)

Esta foto colorida artificialmente foi tirada pela Voyager 2 e nela podemos ver todos os anéis de Urano. O mais brilante dos anéis, visto no alto da figura é o Epsilon. A seguir, de cima para baixo temos os anéis Delta, Gama, Eta, Beta, Alfa, 4, 5 e 6. (NASA)
Nome
Distância do centro de Urano (km) Largura (km) Espessura (km) Descobridor
Ano
1986U2R
38.000
2.500 0,1 Voyager 2 1.986
6 41.840
1 ~3 0,1
Voyager 2 1.986
5 42.230 2~3 0,1 Voyager 2 1.986
4 42.580 2~3 0,1 Voyager 2 1.986
Alfa
44.720 7~12 0,1 James L. Elliot 1.977
Beta
45.670 7~12 0,1 James L. Elliot 1.977
Eta
47.190 0~2 0,1 Voyager 2 1.986
Gama
47.630 1~4 0,1 James L. Elliot 1.977
Delta 48.290 3~9 0,1 James L. Elliot 1.977
1986U1R 50.020 1~2 0,1 Voyager 2 1.986
Epsilon 51.140 20~100 <0,15 James L. Elliot 1.977

Esta página foi revista e atualizada em maio de 2005.

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