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| Nesta
arte mostramos como deverá ser a estrutura interna
de Saturno. Um núcleo rochoso, circundado por um manto
de gases liquefeitos, submetidos a alta pressão e temperatura.
Um envelope externo que ocupa quase metade do raio do planeta,
é composto de hidrogênio molecular. (Calvin J.
Hamilton) |
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A
composição interna de Saturno é muito
semelhante à de Júpiter, mas com proporções
diferentes.
Observações
dos quatro planetas jovianos, que possuem densidade média
baixa, mostram que eles são constituídos basicamente
dos elementos leves hidrogênio e hélio.
Na verdade, os constituintes de Saturno existem na forma gasosa,
apenas nas suas camadas mais externas, até menos de
10% de seu raio. Como o planeta é suficientemente grande
e maciço, nas suas camadas internas, sob altas pressões,
o gás denso se transforma em líquido. A transição
de gás para líquido é bastante gradual,
mas uma mudança mais brusca ocorre quando a pressão
no interior de Saturno atinge 1.400.000 atmosferas terrestre,
o que ocorre a 30.000 km de profundidade. Sob essa pressão
o hidrogênio molecular líquido se transforma
numa substância conhecida como hidrogênio metálico
líquido, que conduz a eletricidade. As correntes elétricas
geradas nessa camada de hidrogênio metálico líquido
são responsáveis pela geração
do potente campo magnético de Saturno.
Essa
camada de hidrogênio líquido metálico
deve ter cerca de 15.000 km de espessura.
Ela
envolve o núcleo externo, que tem por volta de 10.000
km de espessura e cuja temperatura é de 10.000 K. A
composição do núcleo, tanto o interno
como o externo é uma mistura de silício, oxigênio,
metais e elementos voláteis pesados, cuja massa é
10 a 15 vêzes a da Terra, ou seja, cêrca de 13%
da massa de Saturno. O
núcleo interno, rochoso, que se encontra a uma temperatura
de 15.000 K tem 4.000 km de diâmetro.
A
constituição de seu núcleo e dimensão
foram inferidas a partir do conhecimento da diferença
entre seu diâmetro equatorial e polar. Os planetas gigantes
gasosos, como é o caso de Saturno, na verdade é
um gigante líquido. Como é um corpo líquido
sua rotação produz um achatamento nas regiões
polares, mas o grau de achatamento depende da quantidade de
matéria sólida que exista no planeta. Como o
achatamento polar de Saturno e de 10% ele deve ter um núcleo
maior e menos maciço, com raio igual a 2,5 raios da
Terra, e massa igual a 15 massas terrestres.
Saturno
irradia para o espaço mais energia do que recebe do
Sol. A maior parte dessa energia extra é gerada pela
lenta compressão gravitacional do planeta mas deve
haver um outro mecanismo, ainda desconhecido, responsável
pela geração do restante da energia.
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| Nesta
foto tirada pelo HST em 4 de janeiro de 1998, colorida artificialmente,
podemos ver claramente como a atmosfera de Saturno apresenta
faixas de nuvens. A cor vermelha indica o topo da camada de
nuves, enquanto que a azul escuro as camadas mais baixas.
Vemos também, no hemisfério norte, logo acima
dos anéis, projetados na atmosfera do planeta, a sombra
dos anéis e da Divisão Cassini . Em baixo, à
esquerda vemos seu satélite Dione e no alto, à
direita, próximo do disco, Tétis. (Erich Karkoschka,
U Arizona - HST/NASA) |
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Os
principais componentes da atmosfera de Saturno, por volume
são: hidrogênio (96,7%), hélio (3%), metano
(0,2%), amônia (0,2%) e vapôr d´água
(0,4%).
As
faixas coloridas de nuvens, características de Júpiter,
não são tão evidentes na atmosfera de
Saturno e por isso não são observáveis
da Terra. Foi apenas quando a Voyager 2 passou por Saturno
é que foi possível fotografá-las com
detalhes. Nessa época existia na atmosfera de Saturno
uma estrutura grande, ovalada, o centro de um furacão,
semelhante à mancha vermelha de Júpiter. Utilizando
o HST pudemos ver como, ao longo do tempo, a atmosfera do
planeta muda: em 1990 foi fotografada uma grande nuvem branca
mas a foto de 1994 mostrou que havia apenas uma pequena nuvem.
Existem
várias camadas de nuvens na atmosfera de Saturno.
A
camada mais baixa, que se estende até 10 km de altura,
é formada por cristais de gelo e está a uma
temperatura de -120°C e pressão maior que 10 atmosferas.
A camada seguinte se estende até 50 km de altura e
é formada por cristais de hidrosulfito de amônia
a -190°C e pressão de 5 atmosferas. Cerca de 80
km acima dessa camada se formam as nuvens de amônia
a uma temperatura de -250°C e pressão de 1 atmosfera.
Acima desta camada se encontra a camada de nuvens visíveis,
encoberta pela neblina de metano e mais externamente por puro
hidrogênio e hélio, se estendendo até
270 km acima das nuvens de cristais de água.
A
velocidade dos ventos na região equatorial (de +40º
a -40º de latitude) atinge até 1.300 km/h.
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Uma
pequena nuvem próxima do limbo de Saturno foi fotografada
pelo HST em 1994. (HST/NASA) |
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Nesta
foto de Saturno tirada pelo HST em 4 de ja-neiro de 1998 podemos
ver perfeitamente auroras nas duas regiões polares.
(J. Trauger - HST/NASA) |
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O
campo magnético de Saturno erstá alinhado com
seu eixo de rotação. Na região equatorial
a intensidade desse campo chega a 0,2 gauss, um pouco menor
que na Terra onde chega a 0,3 gauss.
Como
o planeta possui campo magnético ele emite sinais de
rádio. Esses sinais são gerados quando partículas
carregadas (elétrons, prótons e íons
pesados) interagem com esse campo.
A
magnetosfera de Saturno não é tão grande
como a de Júpiter mas se estende até após
a órbita do seu satélite mais distante.
Quando
as partículas carregadas, existentes na magnetosfera
do planeta, se precipitam na direção das regiões
polares, se chocam com os gases existentes na atmosfera (hidrogênio
atômico e molecular) e produzem auroras, semelhantes
às que ocorrem na Terra. Elas se formam em alturas
superiores a 260 km, acima da camada de nuvens de água.
A
velocidade dos ventos na região equatorial (de +40º
a -40º de latitude) atinge até 1.300 km/h.
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| Neste
desenho artístico mostramos a magnetosfera de Saturno.
(Windows Team-Uni-versity Corporation for Atmospheric Research-
UCAR) |
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Nesta
foto de Saturno, tirada no ultra-violeta pelo HST em 9 de
outubro de 1995, podemos ver claramente a aurora que se formou
na região polar norte. (J. Trauger HST/NASA)
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Esta
página foi revista e atualizada em maio de 2006.
euscalise@hotmail.com
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