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Nesta
figura vemos como imaginamos que seja o interior de Júpiter.
A camada mais externa é composta por hidrogênio
molecular, na forma gasosa o qual torna-se líquido
em regiões mais profundas. A 7.000 km abaixo do topo
das nuvens, quando a pressão atinge 1.400.000 de
atmosferas todo o hidrogênio líquido passa
para o estado metálico-líquido. Circundando
um núcleo rochoso encontra-se uma região dominada
pelos gelos, que aqui quer dizer uma mistura de água,
metano e amônia submetidos a alta pressão e
temperatura. O núcleo, submetido a uma pressão
de 40.000.000 atmosferas e de 23.000 K, é formado
por ferro e silício. (Calvin J. Hamilton)
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Os
gigantes gasosos, dos quais Júpiter é o maior,
não possuem uma superfícies sólida. O
material gasoso que eles são constituidos apenas vai
ficando mais denso com o aumento da profundidade e da pressão.
Quando nos referimos ao raio ou ao diâmetro desses planetas,
os valores citados correspondem aos níveis nos quais
a pressão é de 1 atmosfera. Quando olhamos suas
fotografias, o que vemos nada mais é do que o topo
das nuvens situadas nas camadas mais altas de suas atmosferas,
ligeiramente acima do nível de 1 atmosfera.
Júpiter
é composto por cerca de 90% de hidrogênio, 10%
hélio e traços de metano, água, amônia
e "rochas". Esta composição é
bem semelhante à composição da nebulosa
solar primordial, a partir da qual todo o sistema solar foi
formado. Nosso conhecimento do interior de Júpiter
foi obtido indiretamente, estudando as informações
sobre sua atmosfera até 150 km abaixo do topo das nuvens,
enviados pela espaçonave Galileo.
A
camada mais externa é composta por hidrogênio
molecular e hélio, que estão no estado gasoso.
A atmosfera que vemos é o topo desta camada de nuvens.
A maiores profundidades, devido a elevadas pressões,
o gas denso se transforma em líquido.
Recentes experiências mostraram que o hidrogênio
não muda de fase de repente, o que implica que o interior
dos planetas jovianos não possuem limites distintos
entre as suas diversas camadas internas.
A transição de gás para
liquido e bastante gradual. Uma mudança mais brusca
ocorre quando a pressão atingir 1.400.000 atmosferas
terrestre, há cerca de 7.000 km de profundidade, ou
seja 10% de seu raio. Nessa
pressão o hidrogênio molecular líquido
se transforma numa substância conhecida como hidrogênio
metálico líquido, que conduz a eletricidade.
As correntes elétricas geradas nessa camada de hidrogênio
metálico líquido são responsáveis
pela geração do potente campo magnético
de Júpiter.
Como a maior parte do planeta encontra-se no estado líquido
seria mais correto chamá-lo de gigante líquido.
A rotação de um corpo líquido produz
um achatamento nas regiões polares, mas o grau desse
achatamento depende da quantidade de matéria sólida
que exista no planeta.O diâmetro polar de Júpiter
e 6% menor que o diâmetro equatorial, o que implica
que Júpiter deve ter um núcleo rochoso 10 vezes
mais maciço que a Terra, com raio igual a 5 raios terrestre.
O
núcleo de Júpiter é sólido porque
o material existente nessa região está submetido
a uma pressão muito elevada, da ordem de 40.000.000
de atmosferas e temperatura de 23.000 K. Uma região
rica em gelos circunda o núcleo central onde predomina
ferro e silício. Aqui gelos se referem a substancias
como a água, amônia e metano. A despeito do calor
essas substancias permanecem no estado sólido devida
a enorme pressão existente sobre elas na região.
Cientistas planetários denominam este tipo de mistura
rica de gelo com o nome de clatrato (associação
de duas espécies químicas que resulta na ocupação
dos espaços da rede cristalina formada pelas moléculas
de uma espécie e pelas moléculas de outra).
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Tanto
Júpiter como os outros gigantes gasosos apresentam
ventos de alta velocidade na sua alta atmosfera, confinados
em faixas latitudinais. Nas faixas adjacentes os ventos sopram
em direções opostas. A cor de cada faixa é
ligeiramente diferente da outra por ter uma composição
química diferente, bem como por apresentar diferenças
na temperatura.
As
faixas com cores mais fracas são chamadas de zonas,
enquanto que as de cores mais fortes de cintas. Já
sabíamos, há muito tempo, da existência
de faixas na atmosfera de Júpiter, mas os grandes redemoinhos
que ocorrem na região limítrofe das faixas adjacentes
foram identificados pela Voyager.
As
informações sobre a velocidade dos ventos na
atmosfera de Júpiter, transmitidas pela nave Galileo,
indicaram a existência de ventos muito rápidos,
com mais de 600 km/h, que sopram desde o topo das nuvens até
milhares de quilômetros de profundidade.
A
Gande Mancha Vermelha já era conhecida pelos astrônomos
desde o século XVII, sendo sua descoberta atribuida
a Robert Hooke (1635-1703). Essa mancha tem a forma de um
grande oval, com 12.000 km por 25.000 km, o que quer dizer
que nela caberia duas vezes a Terra. Ela é uma região
de alta pressão, cujas nuvens se estendem até
altidudes maiores que as situadas em outras regiões
próximas e é mais fria que as vizinhanças.
Não se sabe ainda como essa região pode continuar
existindo por tanto tempo.
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Foto
da região da grande mancha vermelha. (HST_NASA) |
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Detalhe
da Grande Mancha Vermelha. (U. Bordeaux) |
Há
décadas os cientistas vem observando outros furacões
em Júpiter, com menores dimensões, mas estas possuem
duração muito mais curta.
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| Nestas
fotos tiradas pela câmera para pesquisas avançadas
do HST, nos dias 8 e 16 de abril de 2006, vemos a nova mancha
vermelha da atmosfera de Júpiter, chamada de Mancha Vermelha
Júnior. ( NASA, ESA, A. Simon-Miller NASA-GSFC, I. de
Pater e M. Wong U. Califórnia Berkeley) |
As
imagens de Júpiter obtidas em 2006 nos mostram evidências
de que ele está atravessando um ciclo de mudanças
globais, com a temperatura aumentando em algumas regiões
do planeta em até 6 C. Uma
nova mancha vermelha de grandes proporções está
evoluindo na atmosfera de Júpiter, devendo passar pelas proximidades
da Grande Mancha Vermelha em 8 de julho de 2006.
Ela
foi chamada de Mancha Vermelha Júnior e se formou a partir
da anexação de tres outras tempestades ovaladas, que
ocorreu entre os anos de 1998 e 2000, sendo que duas das quais já
vinham sendo observadas há cerca de 90 anos.
Reunião semelhante de pequenas tempestades ovaladas em uma
só ocorreu deve ter ocorrido há centenas de anos,
dando origem à Grande Mancha Vermelha.
Pouco
se sabe a respeito de como se formam as tempestades nos gigantes
gasosos. Sempre são descritas como tendo um comportamento
semelhante ao dos furacôes ou tufões da Terra. Alguns
cientistas ponderam que na região onde está ocorrendo
um furacão nos gigantes gasosos o material das profundezas
da atmosfera é trazido ao topo das nuvens e, ao ser bombardeado
pela radiação ultra-violeta do Sol, se torna avermelhado
devido a uma reação química.
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A
magnetosfera de Júpiter é o maior objeto de
todo o Sistema Solar. Ela é tão grande que é
maior que a órbita do seu satélite mais distante
e o Sol caberia no seu interior. Ela se estende até
depois da órbita de Saturno e, assim sendo, algumas
vezes Saturno passa por dentro dela. Sua origem está
associada ao campo magnético gerado no interior do
planeta.
Essa
magnetosfera gigantesca é muito potente, sendo capaz
de gerar força suficiente para iluminar 10 grandes
cidades da Terra. Toda essa potência é dissipada
na atmosfera de Júpiter, através de suas auroras.
O
movimento de uma parte das partículas, na magnetosfera
de Júpiter, é igual ao movimento das partículas
na magnetosfera da Terra, enquanto que o movimento de outras
é totalmente diferente. Isso é devido à
gigantesca plasmasfera de Júpiter e ao toróide
que circunda o planeta, em cujo interior o satélite
Io executa sua órbita. Tanto os anéis de Júpiter
como vários de seus satélites tem suas órbitas
dentro de um intenso cintuirão de radiação
cujas partículas foram aprisionadas pelo campo magnético
do planeta.
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Neste
desenho artístico mostramos a magnetosfera de Júpiter.
(Windows Team
- University Corporation for Atmospheric Research- UCAR) |
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Esta
imagem da magnetosfera de Júpiter foi enviada pela
espaçonave Cassini. O planeta é a esfera preta,
e os dois círculos amarelos são secções
do toróide de partículas carregadas que circunda
o planeta. A figura cobre uma região com 30 raios de
Júpiter. (Cassini - NASA) |
Como
a magnetosfera da Terra, a magnetosfera de Júpiter
é uma potente fonte de rádio, cujos sinais são
detectados a partir da Terra.
Emissão
de auroras, semelhante às que ocorrem na região
polar norte da Terra foram observadas nas regiões polares
de Júpiter. A emissão auroral de Júpiter
parece estar intimamente associada ao material ejetado pelos
vulcões de Io que espiralam ao longo das linhas de
campo de Júpiter, indo precipitar-se nas regiões
polares da atmosfera do planeta. |
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Estas
fotos enviadas pelo HST nos mostram auroras nas regiões
polares de Júpiter. (John T. Clarke e Gilda E. Ballester
(U. Michigan), John Trauger e Robin Evans (JPL) e NASA )
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Esta
imagem mostrando uma aurora em Júpiter, foi enviada
pela nave Galileo. (Galileo - NASA) |
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