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Nesta
arte mostramos como deverá ser a estrutura interna
de Netuno: um núcleo rochoso circundado por um manto
de gases submetidos a alta pressão e um envelope externo
composto de hidrogênio molecular, metano e outros gases.
(Calvin J. Hamilton)
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Nosso
conhecimento a respeito da estrutura interna de Netuno está
baseado nas informações que temos a respeito
de seu raio, da sua massa, do seu período de rotação,
do seu campo magnético e de como gases como hidrogênio
e metano se comportam quando submetidos a alta pressão.
O
núcleo de Netuno deve ser composto de uma mistura de
rochas derretidas, água, amônia líquida
e metano, devendo ter um raio da ordem de 30 a 40 % do raio
do planeta, e massa de 60 a 70 % da massa do planeta.
Um
manto, ocupando quase dois terços do raio do planeta
circunda o núcleo. Ele é rico em água,
metano, amônia e outros elementos. Estes elementos estão
submetidos a alta pressão e temperatura nas profundezas
do planeta. Sua massa deve ser equivalente a 10 massas terrestre.
O
envelope externo é composto por uma mistura de gases
aquecidos, tais como, hidrogênio, hélio, vapôr
d'água e metano, com uma massa equivalente a 1 a 2
massas da Terra. A cor azul de Netuno é provávelmente
resultante da absorção da luz vermelha pelo
metano existente na sua atmosfera.
Netuno
é muito menos maciço que Júpiter ou Saturno
e, assim sendo, sua pressão interna nunca é
superior a 100.000 atmosferas terrestre, pressão essa
muito baixa para que o hidrogênio molecular líquido
se transforme em hidrogênio metálico e se torne
condutor elétrico. O
campo magnético de Netuno é estranhamente orientado e provávelmente
gerado pelo movimento de material condutivo, provávelmente
água, existente nas suas camadas intermediárias. O
rápido espiralamento de moléculas quentes de
água, amônia e metano, situadas abaixo de suas
camadas de hidrogênio devem gerar seu campo magnético.
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Na
atmosfera de Netuno, como na de Júpiter, ocorrem grandes
tempestades e furacões. Isso fica evidenciado na existência
de várias manchas escuras, com diversas dimensões.
Quando
a Voyager 2 passou por Netuno, em 1989, observou uma mancha
muito grande, a maior de todas, denominada de Grande Mancha
Escura, no hemisfério sul do planeta. Ela tinha o tamanho
da Terra e era muito semelhente à Grande Mancha Vermelha
de Júpiter. Na ocasião os ventos de Netuno assopravam
essa mancha na direção oeste, a uma velocidade
de 300 metros por segundo.
Observações
efetuadas pelo HST, em 1994, mostraram que nessa ocasião
a Grande Mancha Escura havia desaparecido, ou havia simplesmente
se dissipado ou estava mascarada por outros detalhes da atmosfera.
Voltando a observar Netuno alguns meses depois, o HST descobriu
uma nova mancha escura, agora situada no hemisfério
norte. Isto indica que a atmosfera de Netuno muda rápidamente,
talvez devido a pequenas mudanças de temperatura entre
o topo e a base das nuvens.
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Esta
imagem de Netuno foi tomada pela Voyager 2 em 20 de agosto
de 1989. Vemos claramente a Grande Mancha Escura, bem no centro
da imagem. ( Calvin J. Hamilton)
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Esta
foto nos mostra nuvens semelhantes aos cirrus da Terra, situadas
no hemisfério norte do planeta. Elas estão situadas
a grandes altitudes, e provocam sombras na camada de nuvens
azuis situada 50 km abaixo. Elas tem de 48 a 160 km de largura
e se estendem por milhares de quilômetros. (Calvin J.
Hamilton)
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A
esta região da atmosfera de Netuno os cientistas chamaram
de Grande Mancha Negra. Quando descoberta, em 1989, estava
situada a 22 graus de latitude sul. Ela dava uma volta completa
em torno do planeta a cada 18,3 horas. Em 1994 já havia
desaparecido. (Calvin J. Hamilton)
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Esta
página foi revista e atualizada em maio de 2005.
euscalise@hotmail.com |