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Nesta
foto vemos a órbita do Cometa Hale-Bopp 1995 O1 e
a dos planetas do Sistema Solar. A parte da trajetória
do cometa bem como dos planetas executada acima do plano
da Eclítica está em verde enquanto que em
azul temos a parte abaixo do plano.
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O
Cometa Hale-Bopp (C/1995 O1) foi o maior cometa que passou
pelas proximidades do Sol no século XX. Ele não
chamou muito a atenção da população
porque o desempenho dos cometas que haviam passado alguns
a-nos antes, tais como o Halley, o Kohoutek e o Austin não
haviam sido espetaculares.
O
Comet Hale-Bopp foi descoberto em 23 de julho de 1995, quando
se encontrava a 7,16 UA do Sol (mais de 1 bilhão
de quilômetros). Foi a primeira vez que astrônomos
detectaram um cometa quando este se encontrava tão
longe.
Quando
descoberto apresentava um brilho que era 1.000 vêzes
maior do que o do Cometa de Halley, quando este se encontrava
à mesma distância. Desde a sua descoberta tudo
indicava que poderia ter uma passagem espetacular pelo periélio
no dia 1 de abril de 1997, a 0,91 UA do Sol.
O
diâmetro de sua nuvem de poeira, quendo descoberto
era de 2,5 milhões de quilômetros, quase o
dobro do diâmetro do Sol. Sua maior aproximação
da Terra se deu no dia 22 de março de 1997, após
sua passagem pelo periélio. Ele passou a 0,93 UA
ou mais de 130 milhões de quilômetros da Terra.
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Foto
do Cometa Hale-Bopp tirada em 25 de fevereiro de 1997. (Del
Ogren) |
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Foto
do Cometa Hale-Bopp O1 tirada em 19 de março de 1997.
(Del Ogren) |
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do Cometa Hale-Bopp tirada em agosto de 1996 mostrando uma
cauda em leque. (HST, NASA) |
Seu
núcleo deveria ter de 40 a 50 km de diâmetro.
Ele completava uma rotação a cada 11,4 horas,
tendo apresentado súbitas erupções.
Quando
passou pelo periélio, em 1 de abril de 1997 a velocidade
do Hale-Bopp chegou a 44 km/s (cerca de 160.000 km/h). Em
fins de março de 1997 o comprimento de sua cauda chegou
a cêrca de 100 milhões de quilômetros.
Alguns
pesquisadores dizem que o período do Hale-Bopp, antes
de passar pelas proximidades de Júpiter em abril de
1996 (a apenas 0,77 UA ou 115 milhões de quilômetros),
era de 4.211 anos, isto é havia passado em 2214a.C..
Ao passar tão próximo de Júpiter a ação
gravitacional do planeta deve ter modificado sua órbita
de tal maneira que seu próximo retorno talvez se dê
dentro de 2.392 anos (em 4389). Assumindo isso como verdadeiro,
só no ano 3193 o Hale-Bopp estará chegando ao
afélio de sua órbita quando sua velocidade será
de apenas 0,46 km/s (1.656 km/h). Nessa ocasião ele
se encontrará a a 357 UA (54 bilhões de quilômetros)
de dis-tância do Sol,ou seja, 9 vezes mais distante
do Sol que Plutão.
Como
este cometa continua ainda muito brilhante e deverá
ser observado até o ano de 2020, quando chegará
ao limite da detectabilidae do HST, dados de sua órbita
a serem ainda obtidos confirmarão ou não a mudança
de sue período. |
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Fotografia
do Cometa Hale-Bopp tirada em 11 de março de 1997 exibindo
as caudas iônica e de poeira. (Ralph Nye) |
Cada
vez que um cometa passa pelas proximidades do Sol ele perde
parte de sua massa, qantidade esta que depende da distância
do Sol. Estima-se que o Cometa de Halley perca de 2 a 5 metros
de espessura a cada passagem pelo periélio.
Quanto
perdeu o Cometa Hale-Bopp durante os 5 meses que apresentou
máxima atividade?
Como
ele perdia 500 toneladas de matéria por segundo, durante
esta passagem perdeu 6,5 bilhões de tonela-das. Assumindo
como 0,3 g/cm3 a densidade do cometa, isso corresponde a 22
km3. Para um diâmetro de 40 km, corresponde uma superfície
de 5.000 km2. Assumindo que houve uma perda uniforme, o cometa
perdeu cerca de 4 metros na sua espessura. Se, a cada passagem
futura pelo interior do Sistema Solar ele perder 4 metros,
poderá executar mais 5.000 órbitas (12 milhões
de anos) antes de desaparecer totalmente. Mas se numa passagem
futura novamente interagir com Júpiter com a consequente
diminuição de seu período, sua vida poderá
ser mais curta. |
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Comparando
as fotos da direita e da esquerda vemos claramente uma terceira
cauda formada de Sódio. Foi a primeira vez que astrônomos
detectaram essa cauda de Sódio. O Cometa Hale Bopp
exibe claramente a cauda iônica e a de poeira. (G. Cremonese,
PPARC, NFRA, LaPalma, Spain) |
Esta página foi revisada
e atualizada em fevereiro de 2003.
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