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A
cromosfera solar fotografada em 11 de agosto de 1999
às 9:32 UT. (Altroff, França; T. Credner) |
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Nesta
foto da cromosfera podemos ver além das espículas
algumas proeminências. (NASA) |
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A
cromosfera é uma camada irregular situada de 400
a 2.900 km acima da fotosfera e logo abaixo da coroa solar.
Ela consiste de três camadas cuja densidade vai decrescendo
e a temperatura vai subindo rapidamente à medida
em que nos afastamos da fotosfera. Na baixa cromosfera a
temperatura é de 6.000 K, na média cromosfera
ela sobe para 50.000 K e na alta cromosfera, na região
limítrofe com a coroa, a temperatura já está
a 1.000.000 K. Nessa elevada temperatura o hidrogênio
emite uma luz avermelhada. Essa coloração
é responsável pelo nome: cromosfera, esfera
colorida. Acredita-se que seu aquecimento provém
de correntes convectivas da fotosfera. A densidade da cromosfera
é muito menor que a do ar na Terra, ao nível
do mar. A cromosfera pode ser vista durante um eclipse quando
podemos observar as proeminências que se projetam
na cromosfera.
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Espículas
cobrem a cromosfera solar. (Observatório Solar
Nacional, Sacramento Peak, EUA) |
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Nesta
foto da cromosfera vemos claramente os longos e negros
filamentos e as regiões brilhantes que acompanham
as manchas solares, chamadas de plage. (NASA) |
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Espículas
- A agitação dos gases na fotosfera produz ondas
de choque que aquecem os gases situados nas proximidades e
formam milhões de erupções na forma de
jatos, denominadas espículas, que liberam seu calor
na cromosfera. Cada espícula se projeta a até
15.000 km acima da fotosfera a uma velocidade de 20 a 30 km/s.
Elas tem uma vida útil de alguns minutos e seu diâmetro
é de cerca de 800 km. Em qualquer ponto da superfície
solar pode aparecer uma espícula a cada 24 horas e
logo existem a qualquer instante cerca de 250.000 espículas
no Sol.
Filamentos
são nuvens de material denso que são alçados
da superfície solar por arcos de campo magnético.
Os filamentos quando observados no disco solar possuem a aparência
escura pois são um pouco mais frios que a fotosfera.
Vistos na borda do Sol sua aparência é brilhante
e são chamados de Proeminências. Quando o campo
magnético nas suas proximidades se torna instável
o material frio aprisionado se libera e alça para as
camadas superiores da coroa solar. Se ocorrer uma fulguração
(flare) nas suas proximidades, o material do filamento será
ejetado violentamente pela coroa solar (ejeção
de massa coronal). Caso nosso planeta se encontre na trajetória
das partículas elas podem provocar vários problemas
no planeta, como no caso das fulgurações.
Plage,
que quer dizer praia em Francês, ou Floculi são
regiões brilhantes que circundam as manchas solares.
São associadas a concentrações do campo
magnético e formam parte da série de estruturas
brilhantes que caracterizam a cromosfera. |
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Nesta
foto tirada em 14 de setembro de 1999 vemos uma proeminência
alçando na cromosfera solar até a altura
de cerca de 127.000 km a uma temperatura de 60.000 K.
A região branca é a mais quente enquanto
que a alaranjada é mais fria. Por comparação,
veja o tamanho da Terra. (SOHO/NASA/ESA) |
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Nesta
foto tirada em 24 de julho de 1999 vemos uma proeminência
alçando na cromosfera solar até uma distância
de cerca de 225.000 km a uma temperatura de 60.000K.
Veja o tamanho da Terra como comparação.
(SOHO/NASA/ESA) |
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Proeminências
são densas nuvens de material mantidas suspensas acima
da superfície solar por linhas de cam-po magnético.
Elas são iguais aos filamentos mas estão situadas
no limbo solar. Observando o Sol vemos que tanto os filamentos
como as prominências permanecem inativos durante algum
tempo. Sua extensão chega a mais de 50.000 km. Entretanto,
quando acontecer uma variação no campo magnético
local do Sol numa espaço de tempo muito curto explodem
e sobem para a alta coroa. Atingem até centenas de
milhares de km de altura deslocando-se à velocidade
de até 1.000 km/s. Há dois tipos de proeminências:
as tranquilas ou quiescentes e as eruptivas. As quiescentes
se posicionam a até 32.000 km de altura onde permanecem
por dias ou semanas. As eruptivas atingem até 400.000
km de altura e ocorrem em regiões onde existem manchas
solares. As proeminências eruptivas, quando direcionadas
para a Terra, bombardeiam nosso planeta com partículas
altamente energéticas, provocando interrupções
nas comunicações, nas transmissões de
energia elétrica e produzem auroras. |
Esta página foi revisada e atualizada
em outubro de 2003.
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