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| Nesta
sobreposição de fotos podemos ver o pequeno
Petit-Prince ocupando várias posições
na sua órbita em torno de Eugêia. Existem vários
asteróides que possuem luas e este não foi o
primeiro sistema a ser descoberto. (telescópio Franco-Canadense-
Havaiano) |
Mais
de um século depois do descobrimento de Eugênia,
em 1 de novembro de 1998, W. J. Merline e colegas, utilizando
o telescópio Franco-Canadense-Havaiano com 3,6 m de
diâmetro, situado no topo do vulcão Mauna Kea,
viram, pela primeira vez, que uma pequena lua orbita Eugênia.
Foi a primeira detecção do satélite de
um asteróide feita da Terra já que foi a nave
Galileu que descobriu Dactil, satélite de Ida.
O
diâmetro de Eugênia é de 226 km, e como
ele é muito escuro isso é um sinal de que é
muito rico de compostos de carbono. O satélite de Eugênia,
chamado de Petit-Prince, tem cerca de 13 km de diâmetro
e completa uma órbita em torno do asteróide
a cada 4,7 dias a uma distância média de 1.190
km. Com base nesses dados é possível determinarmos
a densidade de Eugênia, e o valor encontrado foi de
1,2 g/cm^3, pouco superior à densidade da água,
o que sugere que a maior parte do asteróide é
formada por gelo. Uma das interpretações para
esta baixa densidade é que o asteróide seria
o núcleo de um antigo cometa. O problema é dizer
o que um cometa estaria fazendo na região dos asteróides.
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| Os
astrônomos utilizaram o rádio-telescópio
de Arecibo para enviar sinais de radar na direção
de Cleópatra. Utilizando técnicas de análise
por computador muito avançadas, foram capazes de decodificar
os ecos e montar um modêlo computadorizado da forma
do asteróide. Qual não foi a surpresa de visualizarem
"um osso para cachorro" no espaço! A órbita
de Cleópatra se situa entre as de Marte e Júpiter.
Quando as imagens de radar foram obtidas o asteróide
se encontrava a cerca de 171 milhões de quilômetros
da Terra. Como os sinais de radar viajam à velocidade
da luz (299.792,5 km/s) ele demorou 19 minutos para ir até
o asteróide e voltar à Terra. (NASA -NAIC) |
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Este
é o rádio-telescópio de Arecibo que possui
305 m de diâmetro e é o maior do mundo. Foi inaugurado
em 1963. Ele foi incrustado num vale natural na ilha de Porto
Rico. Para observar Cleópatra o rádio-telescópio
operou como radar, emitindo sinais de rádio que refletiram
no asteróide e, na volta deles, foram captados pela
antena. (NASA-NAIC)
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Até
agora pouco sabíamos a respeito da forma do asteróide
216 Cleópatra, muito embora tenha sido descoberto em
1880. Ele tem 217 km de comprimento e 94 km de largura. A
forte reflexão dos sinais do radar indicam que é
muito rico em metais, possivelmente ligas de níquel
e de ferro.
Com esta forma de "osso para cachorro" Cleópatra
é um dos asteróides mais incomuns do Sistema
Solar. Cleópatra pode ser resultante de uma colisão
violentíssima entre dois asteróides cujos fragmentos
não se esfacelaram totalmente nem se dispersaram. De
alguma forma esses fragmentos se reagruparam e se fundiram
numa forma exótica.Os dados do radar indicaram que
a superfície é porosa e pouco consolidada, semelhante
à superfície da Lua, muito embora com uma composição
diferente.
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Esta
imagem de Matilde foi tirada pela NEAR em 26 de junho
de 1997. Ela foi tirada quando a espaçonave
se encontrava a 1.200 km do asteróide. Podemos
ver crateras com diâmetros variando de 30 km
até menos de 500 m. Só foi possível
observar metade da superfície do asteróide,
mas assim mesmo observou-se 5 crateras maiores que
20 km em diâmetro. (NASA-NEAR-JHUAPL) |
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Esta
imagem de Matilde tirada pela NEAR em 27 de junho
de 1997 foi construida a partir de quatro outras fotos.
Elas foram tiradas quando a espaçonave se encontrava
a 2.400 km de distância dele. Podemos ver detalhes
com até 380 metros. A cratera no centro desta
foto tem uma profundidade de cerca de 10 km. (NASA-NEAR-JHUAPL)
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O
programa Encontro com Asteróides Próximos da
Terra (Near-Earth Asteroid Rendezvous-NEAR) destina-se ao
estudo dos asteróides que passam próximos da
Terra, os quais podem vir a causar algum perigo para nosso
planeta.
Em
17 de fevereiro de 1996 foi lançada a espaçonave
NEAR que passou pelas proximidades de do asteróide
243 Matilde em 27 de junho de1997 e do asteróide 433
Eros em 23 de dezembro de 1998 e em fevereiro de 2000. A razão
de Matilde ser escolhido se prende ao fato de que todos os
asteróides visitados por uma espaçonave eram
do tipo S (ricos em silicatos) e Matilde é do tipo
C (ricos em carbonatos).
A
densidade encontrada para Matilde foi de apenas 1,4 gm/cm^3.
Isto implica que ele é muito poroso, parecendo um isopor.
Talvez esta seja uma das razões de apresentar tantas
crateras grandes. É bastante escuro, com um albedo
de 4%.
O seu período de rotação é muito
lento, em comparação ao de outros meteors (17,4
dias) e talvez seja uma conseqüência do grandes
impactos que sofreu. |
| Número
e Nome |
Diâmetro
(km) |
Período
de rotação (h=horas d=dias) |
Período
orbital (anos) |
Exentricidade
da órbita |
Classe
espectral |
Semi-eixo
maior (UA) |
Massa
(kg) |
Descobridor |
Data |
| 45
Eugênia |
226
|
5,699h |
4,49
|
0,0831
|
FC
|
2,721
|
1,08x10^16 |
H.
Goldschmidt |
1857 |
| 216
Cleópatra |
217x
94 |
5,385h
|
4,67
|
0,2535
|
M
|
2,793
|
1,08x10^16 |
J.
Palisa |
1880 |
| 253
Matilde |
66x48x46 |
17,4
d |
4,3
|
0,2663
|
C
|
2,645
|
2,0x10^17 |
J.
Palisa |
1885 |
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Esta
página foi revista e atualizada em novembro de 2005.
euscalise@hotmail.com |