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Foto
do Cometa Hyakutake (C/1996 B2). Ele é um cometa de
longo período que foi descoberto em 1996. Sua próxima
aparição se dará dentro de cerca de 29.500
anos, ou seja, por volta do ano 31.500. ( Fred Burger, NASA/JPL) |
Cometas
são grandes massas de água e gases congeladas,
incrustada com grãos de poeira de diversas dimensões,
que executam órbitas elípticas em torno do Sol
e que ao passar pelas proximidades do Sol desenvolvem uma
coma e longas caudas. Sua estrutura é muito diferente
da dos asteróides, mas ambos se enquadram como NEA
(Asteróides que se Aproximam da Terra). O diâmetro
típico de um cometa relativamente jóvem é
da ordem de 10 km. Como são corpos gelados, à
medida em que se aproximam do Sol a radiação
solar, que viaja a cerca de 400 km/s, sublima o gelo (o gelo
passa diretamente para o estado gasoso sem se liqüefazer),
liberando as partículas de poeira e consequentemente
diminuindo sua massa. Devido a essa perda de massa os cometas
possuem uma vida finita que depende do número de vezes
que ele passar pelas proximidades do Sol. À medida
em que o núcleo do cometa se sublima, vai espalhando
ao longo de sua órbita miríades de partículas
de poeira das mais variadas dimensões. Quando a Terra
passa pelas proximidades dessas órbitas, as partículas
se precipitam na direção da Terra e, ao se queimarem
na alta atmosfera, deixam trilhas luminosas que são
conhecidas como chuva de meteoros. Os cometas exibem as mais
variadas órbitas ovais, chamadas elipses, em torno
do Sol. Elas possuem diversos tamanhos, inclinações
e excentricidades. O ponto da órbita mais próximo
do Sol é chamado de periélio, enquanto que o
mais distante se chama de afélio. Por ocasião
da passagem do cometa pelo periélio sua velocidade
é máxima, diminuindo à medida em que
se afasta do Sol, até atingir o valor mínimo
no afélio. A partir desse ponto seu movimento volta
a ser na direção do Sol e consequentemente sua
velocidade torna a crescer lentamente.
Os
cometas, quanto ao seu período, são divididos
em:
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São
Cometas com Período Curto aqueles cujo período
fôr inferior a 700 anos. São conhecidos cerca
de 205 cometas que possuem órbitas com período
inferior a 100 anos. Suas órbitas elípticas
possuem periélio (maior aproximação do
Sol) próximos à órbita da Terra e 93%
desses cometas orbitam o Sol na mesma direção
que rodam os planetas. Cerca de 60% dos SPC possuem afélio
(maior afastamento do Sol) de 4 a 6 UA. Muito embora devam
ter se originado do Cinturão de Kuiper, dizemos que
eles pertencem à "Família de Júpiter"
pois o planeta executa sua orbita a 5,2 UA do Sol e, devido
a sua grande massa exerce influência na órbita
desses cometas. A inclinação de suas órbitas
com relação ao plano da Eclítica é
muito pequena. Os cometas desta família não
deveriam durar mais de 12.000 anos. Portanto, como eles possuem
uma vida muito curta, não sabemos porque existem até
hoje, ou como se criam novos SPC ao longo do tempo, ou se
sua vida é muito mais longa. O cometa de menor período
é o Encke, com duração de apenas 3,3
anos. São conhecidos apenas 50 cometas com órbitas
cujo período variam de 100 a 700 anos, sendo que apenas
30% de suas órbitas são retrógradas.
A inclinação dessas órbitas é
aleatória.
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São
Cometas com Período Longo aqueles cujo período
fôr superior a 700 anos. Os LPC são os cometas
mais comuns pois representam cerca de 80% dos cometas observados.
Eles vem das profundezas do Sistema Solar, da Nuvem de Oort,
possuindo órbitas cujo afélio vai de 20.000
a 50.000 UA (1UA é a distância média da
Terra ao Sol e vale 149.600.000 km). Penetram no interior
do Sistema Solar de forma aleatória, tendo suas órbitas
qualquer inclinação com relação
ao plano da eclítica. Quanto à direção
de suas órbitas 53% deles são retrógrados,
isto é, a direção de suas órbitas
são no sentido contrário à que giram
os planetas. Muito embora alguns cometas deixem a região
central do Sistema Solar em órbitas hiperbólicas,
nenhum cometa até hoje se aproximou do Sol com órbita
hiperbólica, o que quer dizer que até hoje não
detectamos a presença de nenhum cometa originário
de fora do Sistema Solar. Atualmente conhecemos 659 cometas
cujos períodos excedem 700 anos e destes 47% giram
na mesma direção dos planetas e 53% são
retrógrados (orbitam o Sol na direção
oposta à dos planetas). Não sabemos porque tantos
cometas de longo período possuem órbitas retrógradas.
O periélio de todos esses cometas fica numa região
em torno do Sol de 1 a 3 UA. Não estando portanto espalhados
aleatoriamente. Muito se discute hoje a respeito do risco
da Terra ser atingida por um corpo do espaço. Grandes
projetos estão em desenvolvimento para estudar os asteróides
cujas órbitas passam próximas da Terra (ECO).
No entanto, o maior perigo proveniente do espaço é
o da Terra ser atingida por um LPC. Eles são imprevisíveis
e, como são muito escuros, possuindo um albedo muito
pequeno, não podem ser descobertos quando ainda se
encontram a grandes distâncias. Um cometa começa
a brilhar intensamente quando já está a 3 UA
do Sol, se deslocando a uma velocidade de cerca de 150.000
km/h. Com essa velocidade, em 77 dias chega na Terra.
Os
cometas se dividem em: |
 |
|
A
parte congelada de um cometa é chamada de núcleo.
É a única parte do cometa que existe quando
ele está muito afastado do Sol, onde o processo de
sublimação não ocorre. O tamanho do núcleo
de um cometa é, em média, de 10 km. |

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O
processo de sublimação dos gases que constituem
o núcleo do cometa começa a acontecer quando
ele se aproxima do Sol. Como o cometa não é
um corpo uniforme, na região em que a radiação
solar sublimar mais gás este será expelido na
forma de jatos. Quando o cometa estiver próximo do
Sol, devem ser sublimados do núcleo cerca de 25 toneladas
de material por segundo. Com a sublimação dos
gases as partículas de poeira libertam-se e, juntamente
com o gás envolvem o núcleo do cometa, formando
a coma. Quanto mais jóvem e maior for o cometa e quanto
mais próximo ele passar do Sol maior será a
coma. Em média, a 1 AU de distância do Sol, o
diâmetro da coma chega a 200.000 km.
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Neste
desenho mostramos onde se situam as diversas partes que se
divide um cometa. Na região central está o núcleo
que não pode ser visto pois está cercado do
material que se sublimou da sua superfície e deu origem
à coma. Circundando a coma está a vasta coroa
de hidrogênio. Só duas caudas foram aqui esquematizadas,
a de poeira e a de gás. (NASA)
|
| 
|
| À
medida em que ocorre a sublimação, grãos
de poeira com 1 micrômetro de diâmetro ou menores,
se libertam do núcleo sendo então empurrados
na direção contrária à que está
o Sol, pelo vento solar e brilham ao refletir a luz do Sol.
|
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| Moléculas
de CO e H2O após evaporarem do núcleo são
ionizadas pela radiação ultravioleta do Sol
e passam a se alinhar com as linhas de campo magnético
do vento solar, formando a cauda iônica. |
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Como
o vento solar sopra em todas as direções, a
direção da cauda de um cometa sempre aponta
na direção contrária à que está
o Sol. (NASA) |

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Nossos
conhecimentos da composição química dos
cometas foram obtidos únicamente através do
estudo da luz solar refletida pala sua coma e cauda. Sabemos
que várias noléculas voláteis podem ser
sublimadas no núcleo ou dos grãos da coma, como
por exemplo: CO, H2CO, OCS e H2O. Outras moléculas,
como o HCN, podem ser parcialmente sintetizadas por processos
químicos na coma, ou como o CO e SO que podem ser fotodissociadas
de moléculas maiores. Esperamos que dentro de pouco
tempo, graças a observações in loco de
cometas por espaçonaves conheçamos melhor sua
composição química.
|

|
| Número
e Nome |
Período
orbital (anos)
|
Data
da última passagem pelo periélio
|
Distância
do periélio (UA)
|
Semi-eixo
maior (UA)
|
Excentricidade
da órbita
|
Inclinação
da órbita (graus)
|
Magnitude
absoluta
|
Próxima
passagem pelo Sol
|
Data
do descobrimento
|
| 1P
Halley |
76,09
|
02/09/1986
|
0,587 |
17,94
|
0,967
|
162,2 |
5,5
|
2061
|
1758
|
| 2P
Encke |
3,31
|
09/09/2000
|
0,338 |
2,21
|
0,847
|
11,8 |
9,8
|
2003
|
1786
|
| 6P
d'Arrest |
6,53
|
03/02/2002
|
1,352 |
3,49 |
0,613 |
19,4 |
8,5
|
2008
|
1851
|
| 9P
Temple 1 |
5,51
|
02/01/2000
|
1,500 |
3,12 |
0,519 |
10,5 |
?
|
2005
|
1867
|
| 19P
Borrelly |
6,86
|
14/09/2001
|
1,358 |
3,61
|
0,624 |
30,3
|
?
|
2008
|
1904
|
| 21P
Giacobini -Zinner |
6,62
|
21/11/1998
|
1,030 |
3,52 |
0,706 |
31,8 |
9,0
|
2005
|
1900
|
| 26P
Grigg- Skjellerup |
5,31
|
29/11/2002
|
1,11 |
3,04 |
0,664 |
22,3 |
12,5
|
2008
|
1902
|
| 27P
Crommelin |
27,89
|
01/09/1984
|
0,743 |
9,20
|
0,919 |
29,0 |
12,0
|
2012
|
1818
|
| 45P
Honda-Mrkos -Pajdusakova |
5,25
|
29/03/2001
|
0,528 |
3,02 |
0,825 |
4,3 |
13,5
|
2006
|
1948
|
| 46P
Wirtanen |
5,44
|
26/08/2002
|
1,063 |
3,094 |
0,6578 |
11,7 |
9,0
|
2008
|
1984
|
| 55P
Tempel-Tuttle |
33,4
|
28/02/1998
|
0,978 |
10,364 |
0,9056 |
162,4 |
13,5
|
2031
|
1865
|
| 81P
Wild 2 |
6,17
|
06/05/1997
|
1,490 |
3,448 |
0,540 |
3,2 |
6,5
|
2003
|
1978
|
| 109P
Swift-Tuttle |
126,56
|
12/12/1992
|
0,959 |
26,275 |
0,963 |
113,4 |
1865
|
2128
|
1862
|
| Shoemaker-Levy
9 |
11,45
|
30/03/1994
|
5,080 |
? |
0,187 |
2,2 |
?
|
se
chocou com Jupiter
|
1993
|
| Hale-Bopp
|
>3.600
|
01/04/1997
|
0,914 |
~250 |
0,995 |
89,4 |
-0,7
|
>5.600
|
1995
|
| Hyakutake |
>29.500
|
01/05/1996
|
0,230 |
~1.165 |
0,999 |
124,9 |
?
|
>31.500
|
1996
|
| Número
e Nome |
Período orbital (anos)
|
Data da última passagem pelo
periélio
|
Distância do periélio
(UA)
|
Semi-eixo maior (UA)
|
Excentricidade da órbita
|
Inclinação da órbita
(graus)
|
Magnitude absoluta
|
Próxima passagem pelo Sol
|
Data do descobrimento
|
|
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