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Nesta
figura mostramos a nível de comparação
e em escala, como Plutão é pequeno em comparação
à Terra. (NASA)
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Esta
foto de Plutão (em cima) e seu satélite Caronte
(em baixo) foi tirada pelo HST. (HST - NASA)
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Plutão
foi descoberto em 18 de fevereiro de 1930, por acidente. Cálculos,
baseados nos movimentos de Urano e Netuno, que posteriormente
se mostraram errôneos, haviam predito a existência
de um planeta situado além de Netuno. O astrônomo
Clyde William Tombaugh (1906-1997), que não sabia que
os dados estavam errados, fez uma pesquisa muito cuidadosa,
no Observatório de Lowell, Arizona (EUA), na região
do céu indicada, e descobriu Plutão.
Normalmente
Plutão é o planeta mais distante do Sol, executando
sua órbita a uma distância média de 39,529
UA e sem dúvida é, o menor planeta conhecido
do Sistema Solar. Olhando para o Sol da superfície
de Plutão não será fácil distinguí-lo
das outras estrelas da Via Láctea pois sua aparência
será de uma estrela comum, com brilho semelhante ao
das outras.
O
raio de Plutão ainda não é bem conhecido,
mas é da ordem de 1.137 km, com erro de 8 km. Plutão
é menor que os satélites do sistema solar: Lua,
Io, Europa, Ganimedes, Calisto, Titã e Tritão.
Uma pessoa na superfície de Plutão pesaria 1/15
do seu peso na Terra. O mesmo astronauta, se estivesse na
Lua, pesaria 1/6 do seu peso na Terra. Plutão executa
uma volta completa em torno de seu eixo a cada 6 horas e 25
minutos. Devido à inclinação de seus
eixos, Plutão e Urano, são os planetas do Sistema
Solar que giram na direção oposta à dos
outros planetas.
A
órbita de Plutão é a mais excêntrica
entre todas as dos planetas. De janeiro de 1979 até
11 de fevereiro de 1999 Netuno foi o planeta mais distante
do Sol e Plutão o penúltimo. A passagem pelo
periélio aconteceu em 1989. Plutão executa uma
órbita completa ao redor do Sol a cada 248,54 anos
terrestre, a uma distância do Sol que varia de 4.434.990.000
km no periélio a 7.304.330.000 km no afélio
que corresponde a uma excentricidade de 0,2482. Essa distância
é tão grande que um sinal de rádio enviado
da Terra para uma astronave situada nas proximidades de Plutão
levará 4 horas para chegar. A temperatura estimada
da superfície de Plutão varia de -228º
a -238º C.
Plutão
está preso na ressonância 3:2 com o Netuno, isto
é, o período orbital de Plutão é
exatamente 1,5 vezes maior que o de Netuno. Como Urano, o
plano equatorial de Plutão é quase perpendicular
ao plano de sua órbita.
Plutão
é o único planeta que até hoje não
foi visitado por nenhuma astronave.
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| Nesta
figura mostramos a órbita dos planetas exteriores: Júpiter,
Saturno, Urano, Netuno e Plutão. Note que excetuando
Plutão a órbita dos outros planetas são
muito pouco inclinados com relação ao plano da
eclítica. Plutão, além de ter uma órbita
muito inclinada, é tão excêntrica que cruza
a órbita de Netuno, fazendo com que Netuno se torne durante
alguns anos o planeta mais afastado do Sistema Solar. (NASA) |
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Sua
inclinação orbital de17° é muito
maior que a dos outros planetas as quais são da ordem
de 2°. Assim, com essa inclinação e essa
excentricidade a órbita de Plutão cruza a de
Netuno, mas eles nunca colidirão.
A
natureza incomum das órbitas de Plutão e de
Tritão e a semelhança da maioria de suas propriedades
sugerem uma possível conexão histórica
entre eles. Sugeriu-se até que um dia, Plutão
havia sido satélite de Netuno, mas isto agora parece
improvável. Uma idéia mais aceita hoje é
de que tanto Tritão, como Plutão, orbitavam
em torno do Sol, mas Tritão foi capturado por Netuno,
tornando-se seu satélite. Pensava-se também
que Tritão, Plutão e Caronte seriam os únicos
objetos restantes de uma classe de corpos grandes tendo os
outros sido lançados para a nuvem de Oort. Hoje sabemos
que inúmeros corpos com dimensões da órdem
de Plutão executam suas órbitas no que é
chamado hoje Cinturão de Edgeworth-Kuiper.
Plutão
tem tres satélites conhecidos. Caronte foi descoberto
em 1978. Dois outros satélites foram confirmados fevereiro
de 2006, ao serem re-observados pelo HST. A distância
desses dois novos satélites de Plutão é
da ordem de 2 segundos de arco e suas magnitudes visuais são
23,0 e 23,4. A análise inicial dos dados nos mostram
que os satélites possuem órbitas quase circulares
situadas no plano equatorial de Plutão, com semi-eixos
maiores de 49.500 km e 64.700 km, correspondendo a períodos
orbitais de aproximadamente 25,5 e 38,2 dias, respectivamente.
Como
a Lua da Terra, a origem de Caronte pode ter sido o resultado
de uma colisão entre Plutão e um outro corpo.
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A
espaçonave New Horizons (Novos Horizontes) foi lançada
em 19 de janeiro de 2006 e agora se encontra a caminho de
Plutão e do Cinturão de Edgeworth-Kuiper. Como
não dispõe de muito combustíve para acelerá-la
deveria executar uma viagem com duração de 30
anos.
Para
dimunuir esse tempo os cientistas planejaram uma trajetória
especial que levará a nave nas proximidades de Júpiter
em 28 de fevereiro de 2007. Movendo-se a cerca de 21 km por
segundo, a New Horizons passará 3 a 4 vezes mais próxima
de Júpiter que a espaçonave Cassini, a cerca
de 32 raios de Júpiter de distância (32 vezes
71.500 km, ou seja, cerca de 2,3 milhões de km).
A
força gravitacional de Júpiter ao interagir
com a trajetória da espaçonave irá acelerá-la,
fazendo com que a duração da viagem seja reduzida
para apenas 9 anos e meio. Em 2015, ao se aproximar de Plutão
sua velocidade será de 14 km por segundo. A espaçonave
estudará detalhadamente Plutão e seus satélites
por cerca de 150 dias. Sua maior aproximação
de Plutão ocorrerá em 14 de julho de 2015, quando
passara a 10.000 km de distãncia. Quatorze minutos
depois passará a 27.000 km de Caronte. Não deverá
entrar em órbita de Plutão pois, além
de não possuir combustível suficiente, não
poderá contar com o auxílio da força
gravitacional do planeta que é muito pequena.
O estudo da atmosfera de Plutão ocorrerá 50
minutos após a maior aproximação do planeta,
quando a espaçonave, o planeta e o Sol estarão
alinhados. O espectrômetro na nave utilizará
a ocultação do Sol por Plutão para estudar
a composição química da atmosfera de
Plutão. Duas horas e quinze minutos após a maior
aproximação de Plutão ocorrerá
a ocultação do Sol por Caronte, quando então
o espectrômetro da nave estudará a possível
atmosfera dele.
Os
sete instrumentos científicos a bordo da nave realizarão
experimentos para estudar a composição química
da atmosfera de Plutão e tentar explicar por que razão
seus constituintes escapam para o espaço de forma semelhante
à dos cometas.
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| Posição
da New Horizons em 11 de fevereiro de 2006. Em verde a trajetória
já percorrida pela espaçonave desde seu lançamento
e em vermelho a trajetória a ser percorrida. (NASA) |
Trajetória
da New Horizons vista do plano do Sistema Solar. Lançada
em janeiro de 2006 passará pelo sistema de Júpiter
entre fevereiro e março de 2007, pelo sistema Plutão-Caronte
em julho de 2015 e estudará objetos do cinturão
de Edgeworth-Kuiper entre 2016 e 2020, (NASA) |
Esta
página foi revisada e atualizada em março de 2006.
euscalise@hotmail.com
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