À esquerda vemos como a Terra é vista do espaço. Esta foto foi tirada em 8 de maio de 2003 pela Mars Global Surveyor, uma nave espacial que se encontra atualmente em órbita de Marte. Nessa ocasião a espaçonave se encontrava a 139 milhões de km da Terra. À direita o contorno das Américas, bem como os meridianos e paralelos foram sobrepostos na foto para melhor compreensão. Vemos que a essa distância já é possível identificar os continentes. (MGS/NASA)

 

A Terra é o terceiro planeta mais próximo do Sol e o quinto em tamanho.

Em vários aspectos a Terra é muito semelhante a Vênus: se formaram quase na mesma época; o tipo de material utilizado foi praticamente o mesmo pois são planetas vizinhos; possuem quase a mesma massa, volume, densidade, gravidade e tamanho. No entanto a Terra é muito diferente de Vênus pois num dado instante de sua evolução conseguiu diminuir a quantidade de dióxido de carbono existente na sua atmosfera e, com isso, ficou mais leve e passou a exercer pouca pressão sobre a superfície do planeta. A Terra também desenvolveu oceanos, uma atmosfera que consegue filtrar a radiação solar nociva e algo sem igual até hoje no Sistema Solar - a vida.

Esta foto da Terra foi tirada por um conjunto de satélites do NOAA (Administração Nacional para o estudo do Oceano e da Atmosfera) a partir de órbitas de até 36.000 km da Terra. Vemos que a esta distância já podemos dizer que o nosso planeta possui continentes com áreas verdes e amareladas, oceanos, uma atmosfera transparente mas com nuvens e furacões, etc.. (NOAA/GSFC/NASA)

A forma da Terra não é de uma perfeita circunferência mas sim um geóide, com raio equatorial de 6.378,1 km e raio polar de 6.356,8 km.

Sua massa é de 5,9736 10^24 kg e a densidade é de 5,51g/cm3.


A distância média da Terra ao Sol é de 149.597.870 km (1,0 UA). A Terra executa uma órbita elíptica em torno do Sol cuja excentricidade é pequena, de apenas 0,0167. Isso faz com que no periélio, isto é, na sua maior aproximação do Sol esteja a 147,1 milhões de km e no afélio, no seu maior afastamento, diste 152,1 milhões de km. O periélio ocorre em princípios de janeiro enquanto o afélio no início de julho.

A órbita da Terra em torno do Sol não permanece inalterada ao longo do tempo. A excentricidade muda dos 1,67% atuais até 7,5%, num período médio de 95.000 anos. Isso faz com que o periélio e afélio hoje respectivamente de 147,1 e 152,1 milhões de km passem a 138,4 e 160,8 milhões de km. Esta mudança provoca uma alteração na quantidade de radiação solar incidente na Terra entre os dois extremos. Hoje recebemos 7% a mais de radiação em janeiro do que em julho. Quando essa distância for máxima receberemos 30% mais radiação em janeiro do que em julho, fazendo a época do periélio muito mais quente que a do afélio. A distância da Terra ao Sol, devido à contínua perda de massa por parte do Sol muda de tal forma que nos afastamos 1,5 cm por ano.

A inclinação do eixo da Terra atualmente é de 23,45°. Ela também varia. Num período de 41.000 anos o ângulo que o eixo da Terra faz com respeito ao plano de revolução muda de 21,80° para 24,36°. Uma inclinação menor da Terra significa menor diferença da temperatura das estações do ano; maior inclinação significa maior diferença, ou seja, inverno mais frio e verão mais quente. Esta inclinação, há milhões de anos atrás chegou a 54°.

A Terra, além de estar inclinada de 23,45°, gira como se fosse um pião, mudando lentamente o ponto no espaço para onde aponta seu eixo. Esse lento movimento recebe o nome de precessão e sua duração é de 26.000 anos. O efeito deste movimento na Terra é muito lento mas o resultado final é que dentro de 13.000 anos o verão no Brasil ocorrerá em junho e o inverno em dezembro. O eixo da Terra estará apontando para a estrela Vega e não mais para a Polaris.

O movimento de translação leva a Terra a completar uma órbita em torno do Sol, um ano, a cada 365,26 dias a uma velocidade média de 29,78 km/s. Devido ao fato de executar uma órbita elíptica esta velocidade varia de 29,29 a 30,29 km/s. Há 900 milhões de anos um ano durava 487 dias .

A rotação em torno de seu próprio eixo leva 24 horas a uma velocidade de 1.670 km/h no Equador. Há 900 de milhões de anos a Terra girava mais depressa e um dia durava cerca de 18 horas. Hoje, como a Lua se afasta da Terra à razão de 3,8 cm por ano, a velocidade de rotação da Terra diminui continuamente 2 milésimos de segundo por século.


A superfície da Terra passa por contínua renovação. Muito embora a idade da Terra seja de 4,5 bilhões de anos a rocha mais antiga encontrada até hoje não passa de 4 bilhões de anos.

A temperatura média atual do planeta é de 15° C, muito embora os extremos registrados foram de 57,8° C em Trípoli, na Líbia, África em 1922 e -89,2° C em Vostock II, Antárctica em 1983.

Albedo é a quantidade de radiação solar incidente num planeta que é devolvida ao espaço. A média anual do albedo terrestre é aproximadamente 0,30 ou 30%. O albedo da Terra varia de região para região e de uma época do ano para outra. Assim sendo os oceanos possuem um albedo pequeno e a neve um albedo muito alto. Muito embora exista mais terra no Hemisfério Norte do que água, o albedo médio ao longo do ano dos dois hemisférios é quase o mesmo devido à forte influência das nuvens. Exemplificando, o albedo do gelo é 0,40; do deserto varia de 0,3 a 0,4; das estepes varia de 0,25 a 0,30; das savanas varia de 0,20 a 0,25, das florestas varia de 0,15 a 0,20 e dos oceanos menor que 0,10. Como o albedo da Lua é apenas 0,07 olhando da Lua para a Terra durante a Lua Nova a Terra se apresentará 80 vezes mais brilhante que a Lua vista da Terra em noite de Lua Cheia.

 

Esta página foi revista e atualizada em agosto de 2004.

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