Esta imagem de Urano e seus anéis, bem como dos satélites Miranda (em cima no centro) e Ariel (em baixo à esquerda), foi tirada na faixa do espectro no infra-vermelho pelo telescópio Subaru. ( 2002 - National Astronomical Observatory of Japan)

Urano é o sétimo planeta mais afastado do Sol mas, mesmo sendo o terceiro maior em diâmetro, possui uma massa menor que a de Netuno. Ele tem 27 luas e 9 de seus 11 anéis já foram identificados.

Sua distância com relação ao Sol não muda muito durante os 84 anos que dura um ano em Urano. Ela varia de 2.700.000.000 km no periélio a 3.000.000.000 km no afélio. Um dia em Urano dura 17 horas e 14 minutos.

Urano foi o primeiro planeta descoberto nos tempos modernos, com o uso de um telescópio. William Herschel, quando observava de maneira sistemática o céu, descobriu Urano na noite de 13 de março de 1781. Urano já havia sido observado inúmeras vêzes antes de ser descoberto, mas sempre era confundido com uma simples estrela.

Até hoje Urano só foi visitado por uma única espaçonave, a Voyager 2, em 24 de janeiro de 1986.

Urano é conhecido como o planeta azul. Todo o planeta está encoberto por uma neblina azul-esverdeada, com ventos de superfície de até 700 km/h. A Voyager 2 conseguiu fotografar nuvens debaixo dessa neblina.

A maioria dos planetas giram em torno de seu eixo que forma um ângulo quase que perpendicular ao plano da eclítica mas, no caso de Urano, seu eixo é quase paralelo a esse plano. Esta posição talvez seja resultante de uma colizão com um corpo da sua dimensão, que ocorreu no início da sua história. Quando a Voyager 2 passou pelo planeta o seu polo sul estava apontado quase diretamente na direção do Sol. Esse posicionamento singular faz com que suas regiões polares recebam mais energia do Sol que as regiões equatoriais. No ano de 2007 o Sol estará incidindo perpendicularmente com relação ao equador de Urano.

Por razões que desconhecemos, Urano é mais quente na região equatorial que na região polar.

Esta imagem de Urano, com a cor verde-azulada, foi transmitida pela Voyager 2 no dia 10 de janeiro de 1986. Essa cor é devido ao gás metano que existe na atmosfera, que absorve a cor vermelha da luz incidente e emite a verde-azulada. (Calvin J. Hamilton)

Estas tres fotografias do planeta Urano foram tiradas pelo HST em 14 de agosto de 1994. Elas nos mostram o movimento de duas nuvens situadas no hemisfério sul, bem como a existência de uma neblina que cobre todo o polo sul.(NASA - HST - Calvin J. Hamilton)

O campo magnético de Urano, além de não estar centrado no centro do planeta, está inclinado de 60° com relação ao eixo de rotação do planeta. Provávelmente é originário do movimento de camadas não muito profundas do planeta.

A configuração desse campo também é estranha pois se aproxima da superfífcie na região equetorial e não na região polar, como acontece com a maioria dos outros planetas. Com a rotação do planeta, o campo balança para frente e para trás

A magnetosfera de Urano não é muito grande mas, mesmo assim, é muito maior que a da Terra. Ela se estende até depois da órbita de seus satélites.

Como os outros planetas gasosos, na atmosfera de Urano existem faixas de nuvens, muito fracas, que se movem rápidamente em torno do planeta. Observações recentes com o HST mostraram faixas mais largas e de mais fácil identificação. (Erich Karkochka University of Arizona Lunar and Planetary Lab - HST/NASA)

Neste desenho artístico mostramos a magnetosfera de Urano. (Windows Team - University Corporation for Atmospheric Research- UCAR)

 

Esta página foi revista e atualizada em maio de 2005.

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