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| Concepção
artística do interior de Marte, bastante semelhante ao
da Terra, mostrando o núcleo, o manto e uma fina crosta.
(Calvin J. Hamilton) |
O
conhecimento atual do interior de Marte foi inferido a partir
dos dados de sua superfície e do planeta como um todo
transmitidos pelas inúmeras naves espaciais que foram
enviadas.
A
massa de Marte é cerca de 10% da massa da Terra e sua
densidade 25% menor que a da Terra. A partir destes dados
esperava-se uma composição interna semelhante
à da Terra, com um núcleo um pouco menor. Os
resultados mostraram que no seu núcleo existe maior
concentração de materias leves. Essa concentração
é menor que a do núcleo da Terra, mas maior
que o da Lua.
Estima-se
que seu núcleo tenha de 1.300 a 2.400 km de raio. Caso
seja composto só de ferro deve ter 1.300 km mas caso
sua composição seja uma combinação
de ferro com enxôfre não deve ter mais de 2.400
km. A ausência total de um campo magnético global
indica que provávelmente o núcleo não
seja líquido. Como Marte é menor que a Terra,
seu núcleo deve ter esfriado mais depressa que o da
Terra. A verdade é que não sabemos ainda muito
a respeito do interior de Marte.
O
manto deve ser composto de material rochoso derretido, um
pouco mais denso que o da Terra, coberto por uma fina crosta.
Há evidências que a crosta de Marte tenha 80
km de espessura no Hemisfério Sul e apenas 35 km no
Hemisfério Norte..
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Valles
Marineris é um enorme sistema de canions, com mais
de 5.000 km de extensão, até 240 km de largura
e de até 6,5 km de profundidade. (NASA)
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Neste
corte da crosta identificamos as regiões mais espessas,
em vermelho e as mais finas em azul. (Mars Global Surveyor,
NASA) |
Não
existem ainda evidências que comprovem que a crosta
do planeta esteje dividida em grandes placas e que estas se
desloquem umas com relação às outras,
como no caso da tectônica de placas da Terra. Existem
movimentos de pequena escala que deram origem a alguns sistemas,
como por exemplo o Valles Marineris.
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Levantamentos
magnéticos de Marte revelaram intensos campos principalmente
no Hemisfério Sul. As regiões se apresentam
na forma de faixas resultante talvez de movimentos da crosta.
Essas bandas são orientadas na direção
este-oeste e tem 160 km de largura por 1.000 km de extensão.
As falsas cores azul e vermelho representam os campos de maior
intensidade, sendo o vermelho positivo e o azul negativo.
Sua intensidade não é superior a 1.500 nT. (
MGS Magnetometer Team led by Mario Acuna, Goddard Space Flight
Center, NASA)
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Hoje
sabemos que a maior parte das rochas do Hemisfério
Sul de Marte, que é o hemisfério onde estão
situadas as rochas mais velhas do planeta, se solidificaram
há cerca de 4 bilhões de anos. Quando isso aconteceu,
elas mantiveram a orientação do campo magnético
existente na época. Rochas mais jóvens não
mostram evidências de que havia um campo magnético
quando se solidificaram. Isto significa que o campo magnético
global de Marte só existiu durante as primeiras centenas
de milhões de anos do planeta.
Isso
quer dizer que até essa época a temperatura
no núcleo deveria ter sido suficientemente elevada
para que o ferro lá existente desse origem a um dínamo
magnético. O campo magnético de Marte nessa
época deveria ser de um décimo do valor do campo
terrestre. Não sabemos porque o campo magnético
marciano desapareceu. |
Esta
página foi revista e atualizada em agosto de 2004.
euscalise@hotmail.com
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