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Concepção
artística do interior de Mercúrio mostrando
um núcleo dominante, o manto e uma fina crosta. (Calvin
J. Hamilton)
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| Nossos
conhecimentos a respeito da estrutura interna de Mercúrio
provêem das três passagens da espaçonave
Mariner 10 pelo planeta, em 1974 e 1975. Na primeira passagem,
ela passou a apenas 705 quilômetros da sua superfície
do planeta.
Muito
embora o planeta Mercúrio possua um terço do
tamanho da Terra, sua densidade é quase a mesma da
Terra. Esse fato é um indicativo de que sua massa deve
ser composta 70% por ferro parcialmente derretido, sendo o
restante formado por silicatos. Ele possui um núcleo
cujo raio é de cerca de 1.800 km. Um manto sólido
de silicatos com espessura da ordem de 500 km circunda esse
núcleo encimado pela crosta, uma camada fina com apenas
100 km de espessura.
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Magnetosfera
de Mercúrio. (Arte - University Corporation for Atmospheric
Research)
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Antes
da passagem da Mariner os cientistas não sabiam se
o planeta possuía ou não campo magnético.
Se não tivesse campo magnético este era um indício
de que Mercúrio, por ser pequeno, tivesse um núcleo
há muito tempo solidificado. Caso apresentasse campo
magnético era um indício de que o planeta possuia
um núcleo de material ferroso parcialmente derretido
ou que o material que deu origem ao planeta havia sido magnetizado
pelo intenso campo original do planeta.
A
Mariner detectou a presença de um campo magnético
cujo valor é de 1% do campo terrestre. Além
da Terra, Mercúrio é o único planeta
telúrico a ter um campo magnético global. Ele
está inclinado de 7 graus com relação
ao eixo de rotação de Mercúrio. Esse
campo é responsável pela existência de
uma região do espaço em torno do planeta que
protege o planeta da radiação solar. Nessa região,
chamada de magnetosfera, o campo magnético do planeta
é maior que o campo magnético do vento solar. |
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Concepção
artística da espaçonave
MESSENGER
quando em órbit em torno de Mercúrio, a partir
de 2011. ( NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie
Institution of Washington)
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Em
3 de agosto de 2004 foi lançada a nave Messenger
a qual entrará em órbita de Mercúrio
só em 2011. Até lá percorrerá
7,9 bilhões de km em uma jornada que inclui 15 órbitas
ao redor do Sol, passá uma vêz pela Terra (agosto
de 2005), duas vêses pelas proximidades de Vênus
(outubro de 2006 e junho de 2007),e três por perto
de Mercúrio (janeiro de 2008, outubro de 2008 e setembro
de 2009), antes de entrar em órbita de Mercúrio.
Fará um mapeamento completo do planeta e enviará
vários dados científicos que nos ajudarão
a conhecer melhor êsse planeta.
Há
grande interêsse no estudo da magnetosfera de Mercúrio
por que ela deve ser muito diferente da magnetosfera da
Terra. Essa diferença está baseada no fato
de que o campo magnético de Mercúrio ser 100
vezes mais fraco que o da Terra e de que a velocidade do
vento solar, a essa distância do Sol, ser dez vezes
maior que nas proximidades da Terra. A pressão do
vento solar no lado de Mercúrio voltado para o Sol
é tão grande que a sua magnetosfera deve ser
empurrada de tal forma a se situar bem próxima da
superfície do planeta.
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Página
corrigida e atualizada em agosto de 2004.
euscalise@hotmail.com |