|
Nosso
conhecimento a respeito de Vênus provém dos dados
enviados, desde 1962, por mais de vinte espaçonaves
Norte-Americana e Soviética que o exploraram. Assim
sendo, os dados de superfície provém do mapeamento
efetuado por radar pela nave Magellan. As espaçonaves
Venera, Pioneer Venus e Magellan efetuaram medidas do seu
campo magnético e isso nos permitiu conhecer seu interior.
Novas
informações estarão disponíveis
quando a nave Expresso Vênus da ESA, lançada
em 9 de novembro de 2006 chegar ao planeta em 6 de abril de
2006. Após executar várias manobras de mudança
de órbita se posicionará numa órbita
polar elíptica que a levará de 250 km a 66.000
km de distância da superfície do planeta. A 4
de julho de 2006 terá início a missão
científica da nave a qual deverá durar pelo
menos dois dias Venusianos (cada dia dura 243 dias terrestre),
ou seja, um pouco mais de dois anos de Venus (um ano dura
224,7 dias terrestre), podendo ser prolongada se a nave estiver
em boas condições.
A
partir daí operarão seus sete instrumentos científicos.
Entre esses instrumentos existe um espectrômetro de
alta resolução que medirá a temperatura
e composição de várias alturas da atmosfera
e buscará evidências recentes de atividades vulcânicas.
Um outro espectrômetro, agora operando no infra vermelho,
estudará a presença de moléculas de água,
oxigênio e de compostos sulfúricos, através
do estudo da luz de estrelas ocultadas pela atmosfera de Venus.
Acreditamos
que o interior de Vênus seja muito semelhante ao interior
da Terra: um núcleo de ferro com cerca de 3.000 km
de raio e um manto derretido formado por silicatos que ocupa
quase a totalidade do volume do planeta.
A
espessura mádia da crosta parece ser de 25 a 40 km,
muito embora em algumas áreas parece ter de 50 a 60
km. Em Vênus a convecção no manto produz
esforços na superfície os quais são liberados
em diversas regiões com dimensões reduzidas.
Na Terra essa liberação é efetuada nas
bordas das placas tectônicas.
Diferente
da Terra, o campo magnético de Vênus é
muito pequeno, provávelmente devido à baixa
velocidade de rotação do planeta.
|