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| Após
a passagem de uma frente de choque, a nuvem que iria dar origem
ao Sol começou a se agregar. (Arte - J. Brau, Univ. Oregon) |
A
partir das observações de inúmeras estrelas
semelhantes ao Sol, nos seus mais variados estágios
(nascimento, vida e morte), os cientistas puderam descrever
como deve ter sido o nascimento e a vida do Sol e do Sistema
Solar, até hoje.
Tudo
teve início há sete bilhões de anos,
quando ocorreu a Grande Explosão, que deu origem ao
Universo. As Galáxias se formaram e dois bilhões
de anos depois, na Via Láctea, já haviam nascido
e morrido milhões de estrelas. Essas estrelas ao explodirem
liberaram para o meio interestelar uma grande quantidade de
átomos de elementos pesados.
Assim,
há cerca de 4,7 bilhões de anos, a nuvem interestelar
que iria dar origem ao Sol era constituída por 99%
de hidrogênio e 1% de elementos mais pesados. Um dia,
essa nuvem fria (10 K) foi perturbada pela passagem de uma
frente de choque. Essa frente de choque deve ter sido gerada
pelo vento de uma grande estrela ou pela explosão de
uma estrela uma super nova. A passagem dessa frente de choque
fez com que várias partes da nuvem começassem
a se agregar.
O
aumento da agregação e consequentemente da densidade
deu início ‡ contração do gás,
em várias partes da nuvem. Nos locais de maior densidade
de gás a força gravitacional era mais forte
e como resultado agregava mais material do que em regiôes
de menor densidade. Isso ocorreu após algumas dezenas
de milhares de anos. Nessa época a maior parte do material
que iria constituir o Sol ainda estava muito longe de seu
núcleo, cuja temperatura era de apenas algumas dezenas
de graus Kelvin. |
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| Aumentando
a rotação a nuvem se achata tomando o formato
de um disco. (Arte - J. Brau, Univ. Oregon) |
Neste
estágio da formação, a estrela recebe
o nome de pré-estrela, pois a matéria colapsou
mas ainda não produz luz própria. No caso do
Sol, vamos chamá-lo de pré-Sol. Ele já
tem 100.000 anos de idade, continua absorvendo gás
da nuvem e está envolto por uma espessa nuvem de gás
e poeira. ¿ medida em que o pré-Sol colapsa
a temperatura e a pressão no seu núcleo aumentam
mais e mais.
Depois
de cerca de 10 milhões de anos, a pressão no
núcleo do proto-Sol chegou a cerca de 160 vezes a da
água na Terra.
Quando
a temperatura no núcleo atingiu 15,6 milhões
de graus as reações de fusão nucle-ar
iniciaram. Essas reações convertem hidrogênio
em hélio mas sobra uma quantidade de energia. No núcleo
do Sol, a cada segundo, 600 milhões de toneladas de
hidrogênio são convertidos em hélio, liberando
4,3 milh¦es de toneladas de energia que, por convecção,
sobem até a superfície e são liberadas
na forma de luz e calor.
Neste
momento a estrela nasce, isto é, começa a brilhar,
mas ainda se encontra embebida na nuvem, razão pela
qual ainda não pode se vista a olho nú. |
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| Quando
a temperatura no núcleo do proto-Sol atingiu 15,6 milhões
de graus, a fusão nuclear teve inÌcio. Algum tempo
depois o Sol começou a emitir luz visÌvel. (Arte
- J. Brau, Univ. Oregon) |
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Jatos
bipolares emergem do proto-Sol (Arte - J. Brau, Univ. Oregon)
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Neste
estágio o proto-Sol consiste de uma condensação
central, um disco de acresção, jatos de matéria
perpendiculares ao disco e um extenso envelope de gás
e poeira. O proto-Sol continuará a acrescer matéria
e, atravás de jatos bipolares, perderá matéria
e energia cinética.
Devido
ao vento estelar, o material em torno da estrela será
varrido para as regiões mais remotas, restan-do apenas
a estrela e um disco proto-planetário. Neste momento
ela pode ser visÌvel a olho nú.
O
disco proto-planetário dará origem aos planetas,
inicialmente na forma de corpos com 1 quilometro chamados
de planetésimos, os quais ao colidirem uns com os outros
se agregarão, até formarem planetas. A dimensão
final desses objetos foi dada pela distância que se
situavam do Sol, da densidade e da composição
da nebulosa protoplanetária. |
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O
vento do proto-Sol começa a soprar o material situado
em torno da estrela. (Arte - J. Brau, Univ. Oregon) |
De
acordo com a teoria, na parte interna do Sistema Solar devem
ter se formado asteroides com tamanho comparável ao
da Lua (3.500 km), enquanto que na parte mais externa asteroides
com dimensões de até um quinto do tamanho da
Terra (2.500 km).
Logo
após a órbita de Marte (1,5 UA) deve ter ocorrido
algo que provocou um aumento muito grande na dimensão
e na composição desses asterÛides. De
alguma forma o proto-Sol fez com que o material sólido
fosse muito mais abundante na parte interna ‡ órbita
de Júpiter (5,2 UA) e os gases mais abundantes na parte
externa dessa órbita.
Acredita-se
que o tempo durante o qual ocorreu o acréscimo de particulas
dando origem aos "planetesimais" e posteriormente
aos planetas tenha sido de desde umas poucas centenas de milhares
de anos até vinte milhões de anos. Quanto mais
distantes do Sol mais tempo os planetas demoraram a se formar.
Depois
que o Sol se tornou uma estrela, entrou numa trajetória
de evolução denominada de Sequência Principal
onde permanecerá por cerca de 10 bilhões de
anos ou seja por mais 4,3 bilhões de anos.
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