O Cometa Encke possui um período de 3,3 anos o qual está diminuindo 2,5 horas a cada revolução. Ele tem sido muito bem estudado desde sua descoberta em 1786.

Este cometa é o responsável pela chuva de meteoros Tauridis e um fragmento dele provávelmente caiu na Terra em 1908, em Tunguska, Sibéria. Seu núcleo tem um raio de 2,4 km e seu período de rotação é de 15,2 horas. Não sabemos porque um cometa de órbita tão estável não possua registros anteriores aos da sua descoberta.

Cometa Encke fotografado em 1997. (Gordon Garradd, Australia)

O Cometa d'Arrest foi descoberto em 1851, tendo sido observado regularmente desde essa época.

Nas suas diversas passagens pelo periélio, desde o seu descobrimento, o Cometa d'Arrest tem mantido uma repetibilidade muito boa na sua curva de luz visual, sugerindo que sua rotação seja muito estável e que a massa do material sublimado varia muito pouco com o tempo.

 

Cometa d'Arrest fotografado em 14 de outubro de 1995. (Dave Harvey,Steward Obs.Univ.Arizona,NEO,JPL, NASA)

O Cometa Temple 1 foi descoberto em 1867, e seu período era de 5,68 anos. Em 1881 ao passar a 0,55 UA de Júpiter, a força da gravidade do planeta modificou sua órbita, aumentando -a, passando ter um período de 6,5 anos e o periélio passou de 1,8 UA para 2,1 UA. Ele não foi observado de 1898 a 1963.

Estudando os elementos de sua órbita foi verificado que ele havia passado a 0,41 UA de Júpiter em 1941 e a 0,77 UA em 1953. Isso provocou uma nova mudança na sua órbita, agora diminuindo, tanto o período quanto o periélio, para valores menores dos que os que tinha quando havia sido descoberto em 1867, isto é, de 5,51 anos e 1,5 UA.

A espaçonave Deep Impact, lançada em 12 de janeiro de 2005 terá como missão arremessar uma carga de 350 kg no núcleo do Cometa Temple 1. No dia 3 de julho de 2005, quando ela estiver a 880.000 km do cometa a carga será arremessada a uma velocidade de 10,2 km/s. Para estudar melhor o cometa a espaçonave reduzirá sua velocidade para 120 m/s.

No dia 4 de julho a carga se chocará com o núcleo do cometa, provocando uma explosão equivalente a 4 toneladas de TNT, devendo abrir uma cratera com cerca de 50 metros de diâmetro e 30 metros de profundidade, expondo o material interno do cometa. Os equipamentos da espaçonave enviarão para a Terra dados científicos a respeito dessa cratera e do cometa. Na sua maior aproximação a espaçonave passará a 500 km do núcleo do cometa. Entre os objetivos desta missão encontram-se o de observar como se forma uma cratera, medir suas dimensões e estudar a composição química do interior da cratera.

 
Cometa Temple 1 fotografado em 3 de abril de 1994. (Gordon Garradd, NEO,JPL,NASA)
 
Como o artista imagina o momento em que a Deep Impact ejeta a carga que irá se chocar com o Cometa Temple 1.(JPL,NASA)

O Cometa Borrelly foi descoberto em 1904. Seu período é de 6,86 anos e sua última passagem pelo periélio foi em 14 de setembro de 2001. O cometa não causou grande sensação entre a população mas foi muito estudado e observado do espaço.

Em outubro de 1998 a espaçonave Deep Space 1 foi lançada com o intuito de passar pelas proximidades desse cometa e estudá-lo.

Em 22 de setembro de 2001 quando o cometa se encontrava a 1,34 UA do Sol (cerca de 200 milhões de quilômetros) e logo após sua passagem pelo periélio, a espaçonave passou a 2.171 km de seu núcleo.

Nessa ocasião, como o cometa se encontrava mais próximo do Sol a temperatura de sua superfície variava entre 26 e 71 C, o que quer dizer que qualquer forma de gelo que houvesse em sua superfície se converteria rápidamente em gás.

Como podemos ver nas fotos , o cometa Borrelly é um corpo muito escuro, talvez um dos mais escuros do Sistema Solar. Podemos ver na foto que em sua superfície existem algumas regiões muito escuras.

Observações feitas da Terra mostraram que 90% da superfície do cometa é inativa, o que foi confirmado pelas observações do Deep Space 1que mostraram que apenas 8% da superfície do cometa estava ativa. Na foto colorida podemos ver os jatos localizados que saem do seu núcleo.

O núcleo desse cometa mede cerca de 9 km por 4 km e gira com um período de 25 horas. Os cientistas detectaram vários relêvos no cometa, bastante semelhantes aos existentes na Terra, tais como vales, fraturas, platôs e serras.

 

   
Imagem do Cometa Borrelly transmitida pela nave Deep Space 1 em 22 de setembro de 2001. O colorido é artificial, feito com o propósito de realçar os jatos que saem de determinados pontos do núcleo, os pontos que estão ativos. (NEO,JPL,NASA)
 
Iimagem do Cometa Borrelly, transmitida pela nave Deep Space 1 em 22 de setembro de 2001, quando a nave passou pelas proximidades do cometa. Podemos notar regiões muito escuras na sua superfície. (NEO,JPL,NASA)

O Cometa Giacobini-Zinner foi descoberto em 1900. Na sua aparição em 1946 passou a apenas 0,26 UA da Terra. Um fato interessante deste cometa é que seu brilho não é constante e apresenta súbitos aumentos na sua luminosidade. Na sua aparição de 1959 ocorreram tres aumentos de brilho. Este cometa ficou famoso pois é um dos poucos que pode produzir, se as condições forem favoráveis, chuvas de meteoros espetaculares.

A ele estão associadas as chuvas Draconidis, Draconidis de Outubro e Giacobinidis. Essas chuvas quase sempre são muito fracas entretanto, as dos anos 1933 e 1946 produziram vários milhares de meteoros no intervalo de no máximo uma hora. Em 1998 o cometa passou o mais próximo do Sol, a 1,034 UA. Nesse ano a chuva de meteoros Draconidis, reapareceu sendo vistos cerca de 100 neteoros por hora a olho nú e 500 por hora através de observações de radar.

 

 

Cometa Giacobini-Zinner fotografado em 20 de setembro de 1998. (National Astronomical Observatory of Japan)

O Cometa Grigg-Skjellerup foi descoberto em 1902. Cálculos posteriores mostraram que o cometa, desde 1725 tem sofrido com a ação gravitacional de Júpiter que vem aumentando sistemáticamente sua distância do periélio, de 0,77 UA para os atuais 0,99 UA. A órbita atual do cometa produz uma chuva de meteoros, a Pi Puppidis, no dia 23 de abril. Essa chuva foi descoberta em 1972, sendo melhor visível no Hemisfério Sul. São observados cerca de 40 meteoritos por hora nos anos próximos da passagem do cometa pelo periélio, não existindo práticamente atividade nos outros anos.

A nave Giotto encontra com o Cometa Grigg-Skjellerup

Durante o encontro com o Cometa de Halley a 245.000 km/h a nave Giotto foi bombardeada por partículas que inutilizaram a maioria dos seus instrumentos científicos, inclusive a câmara fotográfica. Mas como ainda tinha 60 kg de combustível foi redirecionada para encontrar o Comet Grigg-Skjellerup. Tres dos seus instrumentos científicos estavam totalmente operacionais e quatro parcialmente operacionais. No dia 10 de julho de 1992, quando se encontrava a 215 milhões de quilômetros da Terra, a Giotto passou de 100 a 200 km de distância do núcleo do Cometa Grigg-Skjellerup. Durante o encontro as condições foram muito melhores que quando encontrou com o Halley e, apenas tres partícula grandes foram detectadas, uma delas com 30 mg. A coma apresentou dois pontos brilhantes, sendo um do núcleo e o outro posteriormente interpretado como um segundo cometa, possivelmente um fragmento do núcleo principal. Essa rocha, três ou quatro vezes menor que o núcleo, se encontrava 90.000 km atrás do núcleo principal. É pouco provável que esses dois corpos existam há muito tempo. Provávelmente o objeto menor se desprendeu do núcleo do cometa pouco antes do encontro com a Giotto. Fragmentação do núcleo de um cometa é um fenômeno muito bem conhecido que ocorrem mesmo a grandes distâncias do Sol. Em 23 de julho de 1992 a espaçonave Giotto foi desligada definitivamente.

Ao que tudo indica o Cometa Honda-Mrkos-Pajdusakova passou muito perto de Júpiter em 1935 tendo sua órbita sido modificada. Em 1948 foi descoberto na presente órbita. Seu período atual é de 5,25 anos. Parece estar associado à chuva de meteoros Alfa Capricornidis.

Na sua passagem em 1972, muito embora tenha passado próximo da Terra (<0,3 UA), seu núcleo não foi observado. À medida em que se afastava observou-se várias condensações no lugar do núcleo. Alguns teóricos sugerem que os meteoros de uma corrente de meteoros podem vir a se aglomerar e dar origem a uma região de grande densidade que se assemelharia ao núcleo de um cometa.

 

 

Cometa Honda-Mrkos-Pajdusakova fotografado em 28 de dezembro de 1995. (Tim Puckett (Villa Rica, Georgia,USA)

O Cometa Wirtanen foi descoberto em 1948.

Em abril de 1972 passou a 0,28 UA de Júpiter e, devido ao efeito gravitacional do planeta sua distância do Sol no periélio foi reduzida de 1,61 UA para 1,26 UA, tendo seu período orbital diminuido de 6,65 para 5,87 anos. Em 1984 voltou a passar muito próximo de Júpiter e sua distância do periélio diminuiu de 1,256 UA para 1,063 UA e o período orbital de 5,87 anos para 5,44 anos.

 

 

Cometa Wirtanen fotografado em 9 de fevereiro de 1997. (Akimasa Nakamura, Kuma Kogen Astron. Obs., Japan)

O Cometa Temple-Tuttle está associado à chuva de meteoros Leonidis pois ambos apresentam periodicidade de 33 anos e o fluxo de meteoros aumenta com a proximidade da passagem desse cometa.

Muito embora tenha sido descoberto em 1865 existem registros muito anteriores de sua passagem. Seu núcleo deve ter cerca de 4 km de diâmetro.

Sua órbita tem se mantido bastante estável ao longo dos anos. No ano 1366 passou a 0,0229 UA da Terra.

 

Foto do Cometa Temple-Tuttle tirada em 1998. (Observatório Lowell)

Em 1974 o Cometa Wild 2 passou a apenas 0,006 UA de Júpiter, distância essa dez vezes maior que a distância que o Cometa Shoemaker-Levy passou do planeta Júpiter, quando se esfaçelou. Muito embora não tenha se esfacelado, esta passagem tão próxima de Júpiter provocou uma mudança na su órbita, fazendo com que seu periélio passasse de 4,9 UA para 1,49 UA e o período diminuisse de cerca de 40 anos para apenas 6,17 anos.

A espaçonave Stardust, programada para estudá-lo, passou a 500 km do núcleo do Cometa Wild 2, à velocidade de cerca de 20.000 km/h, no dia 2 de janeiro de 2004. Além de tirar 72 fotografias do cometa e realizar diversos estudos, recolheu partículas de poeira da coma do cometa, as quais chegaram à Terra em janeiro de 2006. Os cientistas agora estão estudando a composição química dessas partículas e em breve poderemos saber mais sobre esse cometa.

Ao se aproximar do núcleo do cometa seus instrumentos informaram que a quantidede de partículas em torno do núcleo não aumentava linearmente à medida em que a nave se aproximava nem diminuia linearmente à medida em que se afastava. O que encontrou foi que a uma determinada distância não existiam partículas mas logo adiante existiam em grande quantidade, havendo uma outra região limpa mais adiante seguida por outra com grande densidade de partículas. Isso leva a crer que em torno do cometa existam sucessivamente regiões com alta e baixa densidade de partículas, fato esse desconhecido anteriormente.

Após percorrer quase 4,8 bilhões de quilômetros, a nave Stardust continua funcionando perfeitamente em janeiro de 2006 teve quase todas suas funções desativadas. Apenas as funções essenciais permanecem ligadas. Ela poderá ficar neste estado de hibernação por dezenas de anos, até que seja reativada para realizar uma nova missão,

Sua órbita atual possui um periélio de cerca de 140 milhões de km (um pouco menor que a órbita da Terra 150 milhões de quilômetros) e um afélio bem mais afastado que a órbita de Marte, com cerca de 350 milhões de km. Sua próxima passagem pelas proximidades da Terra ocorrerá em 14 de janeiro de 2009, quando passará a cerca de 1 milhão de km de distância.

 

Foto do Cometa Wild 2 tirada em 1997. (Michael Brown, Univ Melbourne)

 

 

Foto do núcleo do Cometa Wild 2, com 10 milisegundos de exposição, tirada pela câmera de navegação da Stardust em 2 de janeiro de 2004, quando se encontrava a cerca de 500 km de distância do cometa. (NASA/JPL)

 
Nesta foto do Cometa Wild 2 tirada em 2 de janeiro de 2004 podemos ver um núcleo quase esférico, com cerca de 5km de diâmetro. Vemos jatos de gás saindo de certos locais do núcleo, apontados palas setas. (NASA/JPL)
O núcleo do Cometa Wild 2 fotografado pela Stardust com resolução da ordem de 20 m em janeiro de 2004. (NASA/JPL)  Em azul, a órbita da Stardust em torno do Sol. Note que seu periélio a leva mais próxima do Sol e que seu afélio ultrapassa a órbita de Marte. Vemos a posição da nave em 1 de fevereiro de 2006. (NASA/JPL) 

O Cometa Swift-Tuttle foi descoberto em 1862. No dia 7 de novembro de 1992 o cometa passou a 177 milhões de quilômetros da Terra, a caminho do periélio. Sua próxima passagem pelo periélio será em 14 de agosto de 2126. Caso ocorram alterações nos elementos de sua órbita e ele passe 15 dias antes, ele poderá se chocar com a Terra.

Como o diâmetro do Swift-Tuttle é de cerca de 9 km, o choque, caso ocorra será de proporções catastróficas. Cálculos mais recentes indicam que o cometa passará a 23 milhões de quilômetros da Terra em 2126 mas, na sua passagem em 3044 ele passará a apenas a 1,5 milhão de quilômetros da Terra (cerca de 4 vezes a distância que nos separa da Lua). O período de rotação de seu núcleo é de 2,9 dias.

 

Esta foto do Cometa Swift-Tuttle foi tirada em 15 de dezembro de 1992. (Herman Mikuz, NEO,JPL,NASA)

O Cometa Hyakutake foi descoberto em 30 de janeiro de 1996.

Sua fama advém do fato de ter sido um dos cometas que passaram mais próximos da Terra no Século XX. No dia 25 de março de 1996 ele passou a 0,10 UA (9,3 milhões de quilômetros) da Terra.

Sua longa cauda cobriu mais de 100 graus no céu. Foi observado que pequenos fragmentos se desprenderam do seu núcleo que tinha de 2 a 3 km de diâmetro.

 

 

Cometa Hyakutake fotografado em março de 1996. (NEO, JPL, NASA)

Este cometa será visitado pela espaçonave Rosetta, lançada em 2 de março de 2004. O encontro ocorrerá daqui a 10 anos, ou seja, só em 2014. Durante esse tempo a nave executará diversas manobras, passando pelas proximidades de Marte em 2007, da Terra em 2005, 2007 e 2009 e pelo cinturão de asteróides por duas vêzes, manobras estas destinadas a acererá-la e posicioná-la na órbita do cometa.

Em agosto de 2014, quando o cometa se encontar a 675 milhões de km do Sol, se movendo a 135.000 km/h, a Rosetta entrará em órbita dele, devendo mapeá-lo de uma distância de poucos km, buscando locais apropriados para o pouso. Uma vez selecionado o local, em novembro 2014 uma pequena nave, transportada pela Rosetta, pousará no Cometa para estudá-lo por algumas semanas. Durante 18 meses a Rosetta fará compania do Cometa, estdando seu comportamento, à medida em que se aproxima do Sol e se torna ativo. A espaçonave Rosetta concluirá seu tablho em dezembro de 2015, seis meses após a passagem do cometa pelo periélio.

Informações (em inglês) sobre a posição da Rosetta e do cometa 67P podem ser obtidos na página:http://www.esa.int/rosetta

 

Cometa Churyumo-Gerasimenko fotografado pelo telescópio espacial Hubble em março de 2003. Podemos ver que seu núcleo é bastante ovalado medindo 5 por 3 km Seu período de rotação é de cerca de 12 horas. (HST, NASA)

 

Esta página foi revisada e atualizada em janeiro de 2006.

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