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Nesta
figura mostramos onde, no nosso Sistems Solar, está
situado o Cinturão de Edgeworth-Kuiper. (Johns Hopkins
University) |
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Com
a detecção do primeiro objeto do Cinturão
de Kuiper (KBO) ou objeto Trans-Netuniano (TNO) em 1992, sucederam-se
os descobrimentos de centenas de objetos. O descobrimento
deles se faz a partir da comparação de pelo
menos duas fotografias de uma dada região do céu,
buscando-se na foto, objetos que apareçam em lugares
diferentes. As regiões a serem fotografadas se situam
nas proximidades do plano que orbitam os planetas o plano
da Eclítica.
Como
os KBO estão situados a distância superiores
a 6,5 bilhões de km e são de peque-nas dimensões,
torna-se extremamente difícil determinar seu o tamanho
correto. O que os astrônomos podem fazer é medir
o seu brilho com grande precisão. Normalmente, quanto
mais brilhante um objeto maior ele é. Mas na verdade
as coisas não são assim tão simples,
pois o brilho de um objeto também depende da refletividade
de sua superfície, o seu albedo. Quanto mais escura
uma superfície, menos luz é refletida: um grande
pedaço de carvão refletirá menos luz
que um pedaço de gelo de igual tamanho.
Dessa
forma, para determinar as reais dimensões de um objeto,
os astrônomos tem que levar em conta diversos fatores.
A seguir vamos falar algo sobre alguns KBO descobertos até
hoje. Talvez um dia descobriremos KBOs com dimensões
muito maiores, e até maiores que Plutão, o maior
planeta-KBO conhecido.
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| Desenho
a partir de foto do HST da superfície de 8405 Asbolus.
(Greg Bacon, STScI, NASA-HST) |
É
um objeto composto por rochas e gelo, com 80 km de largura,
que executa sua órbita en-tre Saturno e Urano e por
isso é chamado de Centauro. Os Centauros, que orbitam
o Sol entre Júpiter e Netuno, são corpos gelados
que foram retirados do Cinturão de Kuiper. Ele possui
num dos lados uma cratera de impacto muito brilhante, que
deve ter menos de 10 milhões de anos. |
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Imagens
do descobrimento de 1992QB1. (D.Jewitt, J.Luu - U.Havaí) |
Em
26 de agosto de 1992 D. Jewitt (U Havaí) e J. Luu (U
Califórnia-Berkeley) informaram que haviam descoberto
um objeto muito fraco que se movia lentamente. Cálculos
efetuados posteriormente indicaram que sua órbita deveria
estar situada entre 37 e 59 UA da Terra. Ele poderia ser um
cometa ou objeto do suposto Cinturão de Kuiper. Considerando
um albedo de 4% o objeto possui um diâmetro de 210 km.
Sua superfície se apresentou avermelhada, implicando
uma superfície rica em moléculas de carbono.
Este foi o primeiro KBO descoberto utilizando um instrumento
situado na superfície da Terra. |
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Imagem
do descobrimento de 1998WW31. (C Veillet-CFHT) |
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| Imagens
de 20000 Varuna tiradas na banda R pelo telescópio de
2,2 m da Universidade do Hvaí. (U.Havaí) |
Quando
em 28 de novembro de 2000 os astônomos des-cobriram
o objeto KBO 20000 Varuna eles inicialmente não conseguiram
determinar corretamente o seu diâmatro e por-tanto não
se deram conta do fato de ele ser muito gran-de. Isso ocorreu
porque os cien-tistas, até recentemente, adotavam 4%
(o corpo reflete 4% da luz recebida) como o valôr do
albedo dos KBO, o qual é igual ao dos cometas. Ao recalcularem
seu brilho, chegaram à conclusão que seu albedo
era de 7% e portanto haviam detectado um objeto com grandes
dimensões. Medições simultâneas
mais precisas da emissão ótica e térmica
de vários KBO permitirão que seja determinado
o intervalo de albedo desses objetos. Varuna é mais
brilhante que um núcleo cometário mas mais escuro
que Plutão. Varuna é tão grande que chega
a medir 40% do raio de Plutão, ou seja, possui cerca
de 450 km de raio. |
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Descoberta
de 2001KX76, batizado como Ixion. (Observatório Lowell) |
Página revizada e atualizada em junho
de 2004.
euscalise@hotmail.com |