Esta foto de Quaoar foi tirada no Observatório Palomar em 4 de junho de 2002. (NASA)

 

 O Cinturão de Kuiper é a região do Sistema Solar situada além da órbita de Netuno onde, desde 1992, estão sendo descobertos diversos corpos cujas dimensões são de centenas de quilômetros.

No mes de junho de 2002, os cientistas Michael Brown e Chadwick Trujillo do Instituto Tec-nológico da Califórnia (Pasadena,USA), confirmaram a descoberta de um novo objeto que circunda o Sistema Solar e que está situado no Cinturão de Kuiper. Ele foi identificado a partir do estudo de diversas fotografias tiradas pelo telescópio Os-chin, situado no Monte Palomar, cujo diâmetro é de 1,2 metros.

Ele foi chamado pelos descobridores de Quaoar. O nome é o do "deus da criação" dos ín-dios Tongva que habitavam a região de Los Angeles, onde está situada a Universidade da Califórnia.

Em vermelho representamos a órbita de Quaoar (Q)

 

Quaoar executa uma órbita quase circular, com excentricidade de 0,04 a cerca de 6,3 bil-hões de quilômetros (42UA) do Sol. Ele está tão distante que a luz do Sol leva cerca de 5 horas para chegar lá.

Ele dá uma volta completa em torno do Sol a cada 288 anos Terrestre.

A inclinação de sua órbita com relação ao plano da Eclítica é de 7,9 graus.

Os astrônomos já identificaram mais de 500 objetos no Cinturão de Kuiper, desde que o primeiro foi achado em 1992. Tanto Plu-tão como a maioria dos outros objetos executam órbitas elípticas, situadas entre Netuno e Quaoar.

Medidas de sua emissão térmica indicaram um diâmetro que chega a 1.250 km, que é mais da metade do diâmetro de Plutão. Depois de Quaoar, os maiores corpos até hoje desco-bartos no cinturão de Kuiper possuem diâmetro da ordem de 900 km.

Nesta figura comparamos o tamanho da Lua, sistema Plutão-Caronte e Quaoar. (M Brown, C Trujillo)

 

Observações no infravermelho realizadas pelo HST mostraram que o objeto possui super-fície gelada e escura, de cor marrom.

Como ele apresenta variações no valor da reflexão sabemos que ele gira em torno de si próprio mas ainda desconhece-mos seu período de rotação.

A razão de apresentar um albedo tão pequeno é devido ao fato de possuir uma órbita com pequena excentricidade, não se aproximando nunca do Sol. Como Plutão possui uma órbita muito excêntrica, quando se aproxima mais do Sol der-rete o gelo, renovando assim sua superfície e tornando-a mais clara. Essa renovação faz com que reflita 60% da luz incidente.

Como a busca de novos objetos no Cinturão de Kuiper ainda está longe de ser completada, a qualquer instante novos ob-jetos, alguns ainda maiores poderão ser encontrados.

Página revizada e atualizada em junho de 2004.

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