Esta imagem foi reconstruida a partir da digitalização dos dados do altímetro a laser do Mars Orbiter. Nela vemos no primeiro plano o vulcão Olympus Mons. Ao fundo e no alto, vemos da esquerda para a direita os vulcões Ascreaus Mons, Pavonis Mons e Arsia Mons. (NASA)

Vemos a majestosa cratera do Olympus Mons bem como a suavidade de suas encostas.(NASA)

 

As primeira informações a respeito dos vulcões de Marte surpreenderam os cientistas. Comparados com os da Terra, eles possuem estruturas enormes, as maiores descobertas até hoje no Sistema Solar e estão extintos há milênios. O maior deles é o Olympus Mons. Este vulcão, semelhante aos vulcões do Havaí, mede na sua base 560 km de diâmetro e tem 26.000 m de altura. Sua caldera, tem 80 km de diâmetro e contém muitas crateras superpostas, que foram criadas em diferentes eventos eruptivos. Na foto do alto desta página vemos ao fundo a região denominada de Tharsis Montes, que é formado por três vulcões: Ascreaus Mons com 18.200 m de altura, Pavonis Mons com 17.000 m e Arsia Mons 19.300 m.

Esta foto da caldera do vulcão Olimpus Mons foi enviada pela Mars Express em 21 de janeiro de 2004. Ela mostra que o topo do vulcão é formado por um complexo de crateras. (ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum))

Esta foto, em perspectiva, nos mostra a parte Sul da caldera do maior vulcão do Sistema Solar, o Olimpus Mons. Note que nessa parte do paredão da cratera, com cerca de 3 km de altura, ocorreu um deslizamento na forma de uma língua. A foto foi tirade de uma altura de 273 km pelo Mars Express, em 21 de janeiro de 2004. A imagem cobre 40 km na largura. O Sul está para cima. (ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum))

 
Grande cratera de impacto Arabia Terra situada no Hemisfério Norte de Marte. (THEMIS-NASA)
 
Dunas da região Chasma Boreal, situada perto do Polo Norte. Nesta região de Marte estão situadas as maiores dunas. (Thermal Emission Imaging System - THEMIS,NASA,MGS/fev2003)
 
Memnonia Sulci - Estas formações esculpidas pelo vento são parte da formação Medusae Fossae Formation, uma região formada pelo acúmulo de cinzas vulcânicas.(THEMIS-NASA)
 
Mamers Vallis - Este canal sinuoso começa na Cratera Cerulli ao norte do Arabia e serpenteia por 1.000 km antes de chagar a Deuteronilus Mensae, no limite das terras altas do norte. O fluido que escavou este canal, lava ou água, fluiu da esquerda para a direita da foto. (THEMIS-NASA)
 
Candor Chasma é um dos vales conectados ao Valles Marineris. Note que no desfiladeiro de cima ocorreu um grande deslisamento no terreno. (NASA)
 
Nesta foto vemos as marcas deixadas pelo degêlo na região Newton Basin. Imagem reconstituida a partir dos dados enviados. (THEMIS/NASA/ Mars Global Surveyour/fev 2003)

 

A porção da calota polar de Marte que fica congelada se chama de Camada Polar Residual. Devido o fato de, a cada verão, a quantidade de gelo que não derrete mudar variando assim a sua forma. Como na Terra a época de inverno nos hemisférios de Marte é diferente, nas fotos mostradas abaixo temos duas situações diferentes. Como a foto foi tirada em fevereiro de 2000 e o verão do Hemisfério Norte havia acabado em 1 de agosto de 1999 a foto mostra o resíduo de gelo do Polo Norte referente ao último verão. No Hemisfério Sul o inverno havia começado em 25 de dezembro de 1999 e portanto na hora da foto a região estava em pleno inverno. A superfície dos resíduos de cada hemisfério é bem diferente. No norte é bastante plana enquanto que no sul apresenta forma esponjosa.

Há mais de 100 anos sabemos que existe água congelada nos polos marcianos e um pouco de vapor d'água na sua fina atmosfera. Há várias evidências de que no início da história de Marte, há 3,8 bilhões de anos, a atmosfera era muito mais densa e existia muita água. Essa água, ao se deslocar provocou erosão e deixou marcas espalhadas por todo o planeta, marcas essas que exstem até hoje. Algo aconteceu há 3,5 bilhões de anos quando, num pequeno espaço de tempo de 100 milhões de anos, o clima mudou totalmente. A pressão atmosférica e a temperatura do planeta cairam ràpidamente dando origem ao que vemos hoje. A água desapareceu e o outrora planeta quente e húmido tornou-se frio e seco.


Mas para onde foi toda a água? Existem duas possibilidades: pode ter evaporado e se perdido pelo espaço juntamente com toda a atmosfera do planeta ou de alguma forma ficou aprisionada nas rochas, a alguma profundidade. Nesses bolsões, caso as condições de pressão e temperatura sejam mais favoráveis, ela pode existir na forma líquida.

 
Foto do Polo Norte de Marte em fevereiro de 2000. (Mars Global Surveyor, NASA)
Foto do Polo Sul de Marte em fevereiro de 2000. (Mars Global Surveyor, NASA)

 

 

Foto de uma cratera de impacto ainda sem nome situada a aproximadamente 70,5° Norte e 103° Este na região Vastitas Borealis, um planalto extenso que cobre quase toda a região polar Norte de Marte. Esta foto foi tirada pela Mars Express em 2 de fevereiro de 2005, com uma resolução de cerca de 15 m por pixel.

A cratera possui um diâmetro de 35 km e uma profundidade máxima de 2 km, abaixo da sua borda.Tanto o material esbranquiçado, de forma circular, que vemos no fundo da cratera como o material esbranquiçado existente nas bordas da cratera é gelo de água.(ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum))

 

Esta página foi revista e atualizada em novembro de 2005.

 

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