 |
 |
Aqui
vemos o relevo dos continentes e do fundo dos oceanos da Terra.
Note a cordilheira que existe no fundo do Oceano Atlântico
e do Oceano Pacífico, a leste e a oeste das Américas.
|
|
A
superfície da Terra se formou há mais de 4,6
bilhões de anos mas, devido à deriva dos continentes,
glaciações, erosão tanto por parte dos
ventos como pela água, variação da altura
dos oceanos, terremotos, erupções vulcânicas
e mais recentemente ao homem, vem se modificando continuamente.
|
|

|
 |
|
 |
|
Foto
do Rio Amazonas durante a época da cheia. O segundo
maior rio do mundo nasce nos Andes Peruanos e corta
a região Norte do Brasil. Com 6.520 km de extensão,
possui mais de 1.000 tributários. (Space Shuttle
/ NASA)
|
|
Vulcão
Waw an Namus situado na Líbia, em pleno Deserto
do Saara, tem cerca de 1.200 m de altura. (Space Shuttle/-NASA) |
|
|
O
Rio Nilo, com 6.695 km de extensão é o maior
rio do planeta. Situado no nordeste da África, é
o resultado da confluência de dois rios: o Nilo Branco,
que nasce no Lago Vitória, no Quênia, e o Nilo
Azul, que nasce no Lago Tana, na Etiópia. Recebe o
nome de Nilo após passar pela cidade de Cartum, capital
do Sudão. Desemboca no Mar Mediterrâneo num vasto
delta. Graças a suas cheias anuais permitiu que a civilização
Egípcia ali se desenvolvesse. Sua bacia hidrográfica
cobre uma área de 2.870.000 km2 e sua vazão
é de 5.100 m3/s. O rio Amazonas, segundo maior rio
da Terra em extensão é, por outro lado, o maior
rio quanto à sua vazão, com 219.000 m3/s e sua
bacia hidrográfica cobre uma área de 6.915.000
km2. Sua extensão é de 6.520 km e possui mais
de 7 tributários com mais de 1.000 km de extensão.
As
regiões hiper-áridas, áridas e semi-áridas
ocupam mais de um terço da superfície terrestre,
ou cerca de 50.000.000 km2. A maioria das áreas desérticas
do mundo tem crescido anualmente por causa dos fatores naturais
e pela ação do homem. A maioria dos desertos
da Terra são quentes mas existem também os desertos
frios.
O
deserto de Saara (Sahara é a tradução
para o árabe da palavra Tuareg - Tenere que quer dizer
deserto), localizado no norte da África, é o
maior de todos, com 9.065.000 km2. Sua desertificação
é relativamente recente, tendo sido uma região
cultivável há 8.000 anos atrás. Seu relêvo
apresenta desde depressões com 134 m abaixo do nível
do mar até montanhas com mais de de 3.415 m, planícies
arenosas e colinas pedregosas. Caracteriza-se pelos contrastes
térmicos entre o dia, extremamente quente, com temperaturas
que podem atingir mais de 50° C, e a noite, bastante fria,
chegando a temperaturas inferiores a 7° C pois a humidade
é muito baixa e o ar seco irradia rápidamente
a elevada temperatura para a atmosfera.
O
deserto de Atacama é o recordista mundial em aridez:
durante 45 anos, entre 1919 e 1964, não recebeu uma
única gota de chuva.
O
Continente Antárctico com 11.900.000 km2 é o
maior deserto gelado da Terra. Aproximadamente 90 % da água
doce da Terra está na forma de gelo e cerca de 90%
do gelo do planeta está na Antárctica. Assim
sendo, controla 80 % da água doce do planeta. Como
é um continente, lá existem cadeias de montanhas
geladas, o Maciço Vinson com picos de até 4.897
m, vulcões sendo que um deles, o Erebus com 3.794 m
está ainda ativo, e rios de gelo. Existem várias
geleiras, sendo a maior do mundo, a Geleira Lambert situada
no nordeste da Antárctica, no setor Australiano, com
403 km de comprimento e até 64 km de largura. A camada
de gelo é muito espessa, chegando a 4.776 m na Terra
de Adélia.
|
 |
|
 |
|
O
rio Colorado durante 5,5 milhões de anos erodiu
seu leito através do Planalto do Colorado, dando
origem ao Grand Canyon. Ele tem até 2.682 m de
profundidade, cerca de 446 km de extensão e de
6 a 29 km de largura. (Space Shuttle/NASA)
|
|
Devido
à erosão contínua do planeta e a
tectônica de placas poucas crateras de impacto existem.
Nesta foto tirada em junho de 1991 vemos no centro à
esquerda a cratera Barringer, Arizona, EUA. (Space Shuttle/NASA) |
|
|
O
maior cânion da Terra é o que foi escavado pelo
Rio Yarlong Tsangpo e tem o mesmo nome. Ele se originou de
uma geleira ao norte dos Himalaias e é o leito de rio
mais elevado do planeta, com uma altitude média de
mais de 4.000 m. Este rio percorre 2.057 km pelo Tibet antes
de ir para a Índia, onde é rebatizado de Rio
Brahmaputra. Ele é o maior rio do Tibet e o sexto mais
longa da China. O grande cânion escavado pelo Rio Yarlong
Tsangpo chega a 5.382 m de profundidade e tem um total de
496,3 km de extensão.
A
termo de comparação, Valles Marineris, o maior
cânion de Marte possui 4.000 km de extensão,
50 a 100 km de largura e até 10 km de profundidade.
Durante
os últimos 4,1 bilhões de anos, depois que a
crosta se solidificou, a Terra vem sofrendo continuamente
o impacto de inumeráveis meteoros e cometas. Devido
à erosão e à tectônica de placas
só existem cerca de 100 crateras de impacto identificadas
na Terra. A maior delas é a Cratera Barringer com 1.186
m de diâmetro, adquirida por Daniel Barringer (1860-1929)
em 1903 e ainda de propriedade de seus descendentes. Ele queria
explorar o ferro do meteorito que havia caido no local. As
30 toneladas de fragmentos do meteorito Canyon Diablo (que
deveria ter cerca de 50 metros de diâmetro, pesando
centenas de milhares de toneladas, que havia caido no local
há cerca de 49.000 anos), recuperadas até hoje,
já que o restante vaporizou-se, serviram para confirmar
que essa cratera se trata de uma cratera de impacto.
|
| 
|
 |
Mapa
digitalizado da elevação do Platô Tibetano.
As diferentes cores representam a elevação com
intervalos de 1 km partindo do magenta (menos de 1 km) depois
o azul, azul claro, verde, amarelo, vermelho e cor de rosa
(mais que 6 km). (Chris Duncan) |
 |
|
Pôr
do Sol do Monte Everest, Tibet. (Maio, 1997, "Philippe
Noth's Web Page")
|
As
mais altas montanhas do planeta se situam na Ásia.
Há 50 milhões de anos a placa da Índia
se chocou com a da Ásia e desde essa época ela
já penetrou mais de 2.000 km debaixo dela. O resultado
foi o aparecimento de um planalto com mais de 6.000 m de altura
e das montanhas mais altas do planeta. O Himalaia é
a região onde estão situados 9 dos 14 picos
com mais de 8.000 m.
O
Everest com 8.844 m é o pico mais elevado. Ainda hoje
o processo de subducção continua e todo o planalto
se eleva à razão de 3 milímetros por
ano. O
Monte Everest, conhecido pelos ocidentais como Pico XV até
1856, recebeu esse nome em homenagem a George Everest (1790-1866),
o agrimensor chefe do grupo responsável pelo levantamanto
topográfico da Índia de 1830 a 1843. A maioria
dos Nepaleses o chamam de Sagarmatha (Testa no Céu).
Os Tibetanos e os Sherpa, povo do norte do Nepal, o chamam
de Qomolangma (Deusa Mãe do Mundo). O alpinista néo-zelandês
Edmund Percival Hillary (1919- ) e o guia sherpa Tenzing Norgay
(1914-1986) foram os primeiros a conquistar esse pico em 1953.
A
maior montanha da Terra, medida da base ao topo, é
o vulcão Mauna Kea situado no arquipélago do
Havaí, EUA. Da sua base ao topo tem 10.203 m sendo
5.998 m abaixo do nível do mar e 4.205 m acima. A montanha
mais maciça é o vulcão Mauna Loa, situado
também no arquipélago do Havaí, com um
volume de 74 trilhões de metros cúbicos de lava
vulcânica.
As
maiores montanhas da Terra não são as maiores
montanhas do Sistema Solar, mas são as maiores montanhas
possíveis de existir no nosso planeta. Marte, pelo
fato de possuir metade do tamanho da Terra e de sua força
da gravidade ser 2,6 vêzes menor que a da Terra, possui
inúmeros vulcões com mais de 15 km de altura.
O vulcão Olimpus Mons com 26.000 m é o mais
alto de Marte e a montanha mais alta até hoje observada
no Sistema Solar.
|
 |
|
 |
|
Neste
planisfério foram identificadas algumas das placas
da crosta terrestre e a direção de seu deslocamento.
|
|
Neste
desenho vemos como é a Fossa Mariana, o local de maior
profundidade dos oceanos. |
Há
4,1 bilhões de anos os oceanos começaram a se
formar. Ao longo do tempo a espessura da crosta terrestre
se adaptou à pressão do que havia sobre ela
e, assim sendo, por suportar uma pressão menor que
sob os continentes, sua espessura varia de 0 a 10 km. O fundo
dos oceanos foi formado a partir das atividades vulcânicas.
No fundo dos oceanos existem mais de 40.000 km de fissuras
oriundas do afastamento das placas da crosta. As erupções
vulcânicas que ocorrem aí são responsáveis
pela injeção de 17 km3 de nova crosta por ano.
O arquipélago do Havaí é um exemplo típico
de empilhamento de basalto desde o fundo do oceano.
71%
da superfície da Terra é coberta pelos oceanos,
97,2% da água do planeta e quase a totalidade da água
salgada (99,99%) está neles. Estudando o fundo dos
oceanos sabemos que existem grotas seis vezes mais profundas
que o Grande Cânion (2.682m). A profundidade média
dos oceanos é de 3.700 m e a maior profundidade é
o Challenger Deep, na Fossa Mariana, próxima das Filipinas
no Oceano Pacífico, com 11.035 m.
A pressão na maior profundidade do oceano é
de mais de 5 toneladas por centímetro quadrado, ou
seja, cerca de 1.000 vezes a pressão na superfície
terrestre. A temperatura no fundo do oceano é de 4°
C. Cerca de 90% do oxigênio do planeta é produzido
no oceano pelo fitoplâncton. O melhor meio de comunicação
na água é o som já que além da
velocidade do som na água ser quatro vezes maior que
no ar (1.500 ms-1), se propaga a maiores distâncias.
A visibilidade na água diminui com a profundidade.
Numa água límpida, ao meio dia, a luz solar
diminui de 10% a cada 75 metros e, a 500 m metros de profundidade
há quase uma escuridão total.
|
Esta
página foi revista e atualizada em novembro de 2005.
euscalise@hotmail.com |