O
levantamento da superfície de Vênus, efetuado
por radar por diversas naves espaciais, mostrou que o planeta
é a princípio uma grande planície interrompida
por duas áreas elevadas com dimensões continentais.
Elas foram chamadas de Ishtar Terra e Aphrodite Terra. Muito
embora Aphrodite Terra não seja tão elevada
como Ishtar Terra, ela se estende por quase metade da região
equatorial do planeta.
Os dados de radar enviados pela espaçonave Magellan
revelaram a existência de enormes vulcões ativos,
grandes derramamentos de lavas solidificados e um grande
número de crateras de meteoros. A maior cratera de
impacto observada tem cêrca de 280 km de diâmetro
e a menor cêrca de 5 km. Muito embora a resolução
do radar pudesse detectar crateras com dimensões
menores, caso esxistissem, parece que a atmosfera de Vênus
não permite que meteoros com menores dimensões
atinjam a superfície do planeta.
As observações mostraram também que
no passado houve uma grande atividade tectônica que
provocou uma renovação da superfície
de Vênus. Essas evidências estão na forma
dos cumes, das falhas e depressões que se estendem
por mais de 1.400 km pela superfície e por um gigantesco
cone vulcânico cuja base tem mais de 700 km de diâmetro.
As naves Russas que pousaram em Vênus enviaram fotografias
das regiões que pousaram, bem como mediram a radioatividade
natural das rochas, obtendo resultados semelhantes ao do
granito terrestre.