Planisfério de Vênus, obtido com radar pela nave Magellan. Em amarelo e vermelho temos as regiões mais elevadas, os continentes Ishtar Terra e Aphrodite Terra. O ponto culminante do planeta, os Maxwell Montes se encontram em Ishtar Terra. Aphrodite Terra se encontra próximo do Equador de Vênus. (Magellan/NASA - Calvin J. Hamilton).

 

O levantamento da superfície de Vênus, efetuado por radar por diversas naves espaciais, mostrou que o planeta é a princípio uma grande planície interrompida por duas áreas elevadas com dimensões continentais. Elas foram chamadas de Ishtar Terra e Aphrodite Terra. Muito embora Aphrodite Terra não seja tão elevada como Ishtar Terra, ela se estende por quase metade da região equatorial do planeta.


Os dados de radar enviados pela espaçonave Magellan revelaram a existência de enormes vulcões ativos, grandes derramamentos de lavas solidificados e um grande número de crateras de meteoros. A maior cratera de impacto observada tem cêrca de 280 km de diâmetro e a menor cêrca de 5 km. Muito embora a resolução do radar pudesse detectar crateras com dimensões menores, caso esxistissem, parece que a atmosfera de Vênus não permite que meteoros com menores dimensões atinjam a superfície do planeta.


As observações mostraram também que no passado houve uma grande atividade tectônica que provocou uma renovação da superfície de Vênus. Essas evidências estão na forma dos cumes, das falhas e depressões que se estendem por mais de 1.400 km pela superfície e por um gigantesco cone vulcânico cuja base tem mais de 700 km de diâmetro.


As naves Russas que pousaram em Vênus enviaram fotografias das regiões que pousaram, bem como mediram a radioatividade natural das rochas, obtendo resultados semelhantes ao do granito terrestre.

 
 
Maat Mons, situado em Atla Regio, com 8 km de altura, é o vulcão mais alto de Vênus. A lava derretida, fluindo por centenas de km é vista no primeiro plano. Não se sabe se é um vulcão ativo. (NASA/JPL)
 
Continente de Vênus Eistla Regio, situado na região oeste. À esquerda vemos o vulcão Gula Mons e o Sif Mons, no fundo à direita. A distância entre eles é de 730 km. Vemos rios de lava em primeiro plano . (Magellan - NASA/JPL)
Sif Mons em Eistla Regio é um vulcão com 2 km de altura e 200 km de diâmetro na base. (Magellan - NASA)

O vulcão Maat Mons descoberto pela espaçonave Magellan em Vênus é um vulcão ativo. Só em dois planetas do Sistema Solar foram descobertos vulcões ativos: na Terra e em Vênus. Em Marte foram visto apenas vulcões extintos.

Em tres satélites foram descobertos vulcões ativos, mas esses são muito diferentes dos existentes na Terra e em Vênus. Em Io, lua de Júpiter existem vulcões ativos expelindo enxofre,e em Tritão, lua de Netuno existem vulcões ativos cuja temperatura está abaixo de zero graus centígrados em Encélado, lua de Saturno. Não há evidência da existência de vulcões ativos na Lua.

Recentes dados observacionais da Magellan mostraram que existem montanhas em Vênus que são mais altas que as montanhas da Terra bem como vales que são mais longos e profundos que os da Terra. Também revelaram que os vulcões ativos da superfície de Vênus ocasionalmente expelem rochas derretidas na sua atmosfera.

 
A Cratera Mead é a maior cratera de impacto de Vênus, com 280 km de diâmetro. A cratera possui dois anéis, um interno e outro externo. (NASA - Calvin J. Hamilton).
 
Esta imagem da Cratera Golubkina foi obtida pela Magellan. Ela possui 30 km de diâmetro e é caracterizada por paredões internos com terraços e um pico no centro da cratera. (NASA - Calvin J. Hamilton)
A Cratera Addams é muito interessante por apresentar um derramamento de lava com 600 km de extensão. Devido à alta temperatura e pressão da superfície de Vênus os impactos produzem mais derramamento de lavas que nos outros planetas. (NASA - Calvin J. Hamilton)

 

Esta página foi revista e atualizada em novembro de 2005.

 

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