| Quando
uma estrela se forma ela utiliza apenas uma parte da matéria
existente nas suas proximidades. O material restante pode
dar origem a planetas, asteróides, satélites,
cometas, etc.
Para
descobrirmos se em torno de uma estrela existem planetas necessitamos
observá-la uzando técnicas da Astrometria e
detectar Perturbações no seu movimento.
Astrometria
é a parte da astronomia que mede o movimento próprio
das estrelas em função do tempo: ao examinarmos
fotografias de uma estrela, tiradas durante muitas décadas,
podemos dizer se ela possui movimento próprio ou não,
caso a sua posição com relação
a outras estrelas da foto mude.
Perturbação
é a maneira de se descrever qualquer anormalidade no
movimento das estrelas; se ela se move em linha direta ou
se exibe alguma oscilação no seu movimento.
Caso haja oscilação, esta poderia ser explicada
pela existência de forças gravitacionais entre
a estrela e um ou mais corpos, que não são visíveis,
mas que giram ao redor da estrela.
Em
1995 foram descobertas evidências de que ao redor da
estrela 51 Pegasi orbitava um planeta cuja massa era da ordem
de 0,5 da massa de Júpiter e cujo período orbital
era de 4,2 dias. Desde essa data evidências de dezenas
de novos planetas foram confirmadas.
Em
outubro de 2001 foram confirmadas as detecções
de mais oito planetas, trazendo para 74 o número de
planetas extrasolares conhecidos. As estrelas às quais
estão associados os novos planetas possuem massa de
0,9 a 1,2 vezes a massa do Sol. A massa desses novos planetas
variam de 0,8 a 10 massas de Júpiter, executam órbitas
a distâncias de 0,07 a 3,5 UA com períodos que
variam de 6 dias a 6 anos terrestre e excentricidades de órbita
semelhantes às dos planetas solares.
Esclarecemos
que a precisão do instrumental atual ainda não
permite a detecção de planetas com massa da
ordem da Terra.
Ref.
Astronomy.com |